O homem de 50 anos envolvido no acidente de viação que matou Claudisabel, em 2022, foi condenado a pena suspensa pelo Tribunal de Grândola, esta segunda-feira.
O juíz deu como provados os crimes de homicídio por negligência e condução sob o efeito do álcool que constituiam a acusação contra o guarda prisional, avança o Jornal de Notícias. Desta forma, Marco da Silva foi condenado a três anos de pena suspensa, tal como ao pagamento de 150 mil euros à família da vítima por danos não patrimoniais, quantia que deverá ser paga pela sua seguradora.
Na madrugada de 19 de dezembro de 2022, o carro de Marco da Silva colidiu a uma velocidade de 124 km/h contra o carro de Claudisabel, na auto-estrada A2, perto de Alcácer do Sal. O embate fez com que a viatura da artista se despistasse e capotasse ao longo de 64 metros, provocando uma morte imediata. Em tribunal, ficou provado que Silva conduzia com uma taxa de alcoolemia de 1,95 g/l, que é considerado crime.
O juíz do Tribunal do distrito de Setúbal considerou que o arguido conduzia de forma desatenta e que poderia ter efetuado uma manobra evasiva, que teria levado “a um desfecho diferente”. O facto de Claudisabel seguir sem cinto de segurança e estar a utilizar o telemóvel, no momento da colisão, contribuiu para a decisão do Ministério Público ter pedido uma condenação de pena suspensa, segundo o jornal Público.
Claudisabel foi uma das cantoras mais bem-sucedida da música ligeira portuguesa na transição entre a década de 90 e o início dos anos 2000. Lançou vários singles e álbuns, entres eles “Dizias Tu, Pensava Eu“, de 1995, quando tinha 13 anos. Foi presença habitual na televisão e em 2002 foi uma das concorrentes da segunda edição do “Big Brother Famosos”.
Claudisabel (1982-2022): entre os discos, os palcos e a televisão, uma cantora “sempre solidária”