A ministra do Trabalho revelou no Parlamento que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) terminou o ano de 2024 com um resultado líquido positivo de 27,9 milhões de euros, acima do que previa no plano de reestruturação apresentado em julho (10,4 milhões).

“Homologámos o plano de reestruturação da SCML que já está executado em 37,5% e sem o qual a instituição teria 136 milhões de euros de prejuízo acumulado”, começou por dizer a ministra, numa audição regimental. “Em resultado da ação do Governo, a instituição apresenta um resultado líquido positivo de 27,9 milhões de euros no final de 2024”, acrescentou. Rosário Palma Ramalho diz que a nova equipa de gestão assegurou um reforço da resposta assistencial.

“Os resultados falam por si”, afirmou depois, em resposta ao PSD, referindo que a instituição “durante estes meses abriu uma série de instituições que estavam simplesmente fechadas, umas à espera de abrir outras à espera de obras pequenas”.

A SCML “está em pleno”, defendeu, e seis meses depois de ter entrado um novo provedor, “podemos dizer que contribuímos decisivamente para salvar a SCML. E isso é um resultado que me conforta”. “Não, não houve despedimentos coletivos nem individuais”, afirmou, acrescentando que houve menos de 20 acordos de saída (não especificou se foram por pré-reforma ou rescisões amigáveis).

O plano de reestruturação foi apresentado à tutela pelo provedor Paulo Alexandre Sousa, que substituiu Ana Jorge depois de ter sido afasta pelo novo Executivo que a acusou de “atuações gravemente negligentes”.

Santa Casa já entregou ao Governo o plano de reestruturação e um “regulamento de investimento e desinvestimento”

A instituição está a ser alvo de uma comissão parlamentar de inquérito à gestão estratégica e tutela política, pedida e aprovada depois de se conhecerem alegadas irregularidades no processo de internacionalização, iniciado com a gestão de Edmundo Martinho.