A União de Associações do Comércio e Serviços (UACS) de Lisboa defendeu esta quinta-feira a centralização da higiene urbana da cidade e a criação de uma carta municipal para o comércio, como estratégias para revitalizar a atividade económica.

As medidas foram defendidas esta tarde pela presidente da UACS de Lisboa, Carla Salsinha, durante a abertura de um debate temático organizado pela Assembleia Municipal sobre o setor do comércio e do turismo na capital.

Na sua intervenção, Carla Salsinha começou por lamentar que não existam instrumentos autárquicos que permitam ter “uma visão estratégica” para a cidade de Lisboa a médio prazo.

“Se quisermos saber quantas sapatarias, quantas ourivesarias, quantas livrarias temos na área de Lisboa não conseguimos. Não há uma carta municipal do comércio, não há uma visão estratégica. Vamos fazendo muitos remendos e não pensamos a longo prazo”, queixou-se.

Outro dos lamentos da presidente da UACS foi para a descentralização das competências da higiene urbana na cidade, que atualmente estão dividas pela Câmara Municipal e pelas juntas de freguesia.

“Quando houve a reconfiguração das freguesias uma parte da higiene urbana passou a ser feita pelas juntas e outra pela Câmara. O que temos de fazer é centralizar novamente a limpeza para a Câmara Municipal”, defendeu.

A intervenção de Carla Salsinha visou também a necessidade de levar novamente pessoas para viverem no centro de Lisboa, através da aposta em programas de renda acessível, assim como reforço da mobilidade e da segurança.

A presidente da UACS fez ainda uma observação relativamente ao programa da Câmara de Lisboa designado por “Lojas com História”, sublinhando que “não se pode ter um projeto em estudo durante três anos.

O debate temático, designado por “A política de gestão municipal do setor do Comércio e do Turismo em Lisboa o estado atual destas áreas de atividade na cidade” vai ser dividido em três sessões.