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Quatro mulheres militares israelitas foram libertadas este sábado pelo Hamas, depois da libertação há uma semana de três civis. As jovens, entre os 19 e os 20 anos, foram recebidas em festa pelas famílias. Em troca, Israel retirou das prisões 200 prisioneiros palestinianos, que chegaram à Cisjordânia ou a Gaza no mesmo clima de festa, de acordo com as imagens divulgadas por agências internacionais. Foi mais uma fase da troca de reféns ao abrigo do acordo de cessar-fogo.

Em relação às reféns israelitas, as primeiras imagens das mulheres — vestidas com o que parecia ser fardamento militar — surgiram ainda numa praça em Gaza, pouco depois das 11h00 (hora local, menos duas horas em Lisboa) onde foram recebidas entre gritos e assobios, ladeadas por militares do Hamas e da Jihad Islâmica.

As jovens foram ‘entregues’ pelo grupo a elementos da Cruz Vermelha, mas antes ainda subiram a um palco onde sorriram e acenaram a alguns dos presentes. Foram depois transportadas até às Forças de Defesa de Israel (IDF) e atravessaram a fronteira em direção a Israel.

Karina, Naama, Daniella e Liri. Quem são as militares libertadas pelo Hamas (e por que razão saíram antes de uma civil)

Logo nesse contacto com as IDF foram submetidas a exames médicos preliminares pelos médicos do exército israelita que não encontraram problemas de saúde graves. Mesmo assim, viriam mais tarde a ser transportadas de helicóptero para hospitais para exames mais completos e complexos.

Várias imagens nas redes sociais, inclusive divulgadas pelas IDF, mostram os momentos em que familiares assistiram pela televisão à saída das jovens dos carros do Hamas, entre aplausos e gritos de alegria. A mesma reação tiveram vários israelitas que saíram às ruas para verem o momento em ecrãs gigantes colocados na cidade.

Do lado dos palestinianos libertados, o regresso também foi de alegria. Os serviços militares israelitas confirmaram a saída de 200 detidos das prisões. Três autocarros chegaram a Ramallah, na Cisjodânia com 114 pessoas.

À Faixa de Gaza chegaram 86 prisioneiros. Destes, 70, muitos dos quais condenados a penas de prisão perpétua, foram expulsos para o Egito, e a partir daí serão distribuídos por outros países; os restantes 16 serão libertados para a Faixa de Gaza, dois dos quais pediram para não serem aí colocados por temerem pela própria vida, acabando depois por ceder.

As imagens mostram homens — com fatos de treino cinzentos — a serem recebidos em festa, em Ramallah (Cisjordânia) colocados aos ombros de quem os recebe com bandeiras da Palestina. Alguns abraçam familiares e outros conhecidos.

Veja as imagens dos momentos do dia na fotogaleria acima.