Num grupo como a Stellantis, onde pontuam construtores como a Peugeot e a Opel do lado de cá do Atlântico, além da Dodge e Jeep do lado de lá, não deixa de ser curioso que seja a Fiat a liderar o ranking interno em 2024, destacando-se entre as 14 marcas que compõem o grupo franco-italo-americano, tal como aconteceu em anos anteriores. Acontece que este resultado adquire particular significado tendo presente que foi alcançado num período em que o construtor italiano não pode contar a 100% com os serviços do 500e, cuja produção esteve suspensa durante inúmeras semanas por falta de procura, nem do 500 Ibrida, que surgiu apenas em alguns mercados e somente no final do ano.

Apesar de ser a marca que mais vendeu na “família”, a Fiat entregou globalmente no ano transacto pouco mais de 1,2 milhões de unidades, menos 11% do que os 1,35 milhões que transaccionou em 2023. Mas tal não leva o CEO da marca, Olivier François, a recear o que aí vem. Pelo contrário, se por um lado Olivier François comemora a liderança no ano em que a Fiat celebrou igualmente 125 anos de história, por outro, diz acreditar que 2025 pode ser um ano ainda melhor, uma vez que passará a contar com o novo Grande Panda, com mecânicas a combustão e 100% eléctricas, e o 600 terá o seu primeiro ano completo no mercado.

Curiosamente, para uma marca europeia, a Fiat tem um sucesso notável em mercados como o brasileiro (onde vendeu 521.000 unidades em 2024, mais 9,5% que em 2023 e cerca de 43% do total da marca), turco e argelino, mas está longe das primeiras posições no Velho Continente. Na Europa, incluindo Reino Unido, Islândia, Noruega e Suíça, o construtor italiano comercializou apenas 304.000 veículos, sendo ultrapassado pelas “irmãs” Citroën (cerca de 358.000), Opel (414.000) e Peugeot (641.000).