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Preto e brilho, renda e veludo: os looks da passadeira vermelha dos Óscares 2025

Este artigo tem mais de 1 ano

As atrizes nomeadas ao prémio principal voltaram a homenagear as suas personagens, entre o Chanel de Fernanda Torres e o Armani Privé de Demi Moore. A ousadia na red carpet ficou entregue aos homens.

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A red carpet dos Óscares foi, mais uma vez, um espaço para que as atrizes prestassem homenagens às suas personagens. Quatro das cinco nomeadas a Melhor Atriz — Karla Sofia Gascón evitou a passadeira vermelha depois da polémica das últimas semanas — desfilaram visuais que seguem as narrativas que construíram ao longo desta temporada de prémios. Looks que não foram surpreendentes, mas ao mesmo tempo eram muito esperados. A começar por Fernanda Torres, que foi muito elogiada nos últimos meses pelos visuais que levou às passadeiras vermelhas. O preto voltou a ser cor de eleição para a atriz brasileira nesta cerimónia dos Óscares. Nomeada pela atuação em Ainda Estou Aqui, desfilou um vestido Chanel com corpete em renda, detalhe em plumas e saia fluida. Por cima, usou um casaco curto com aplicações em renda e lantejoulas brilhantes. Um look elegante e sofisticado, que encerra a temporada da melhor forma para a atriz.

Demi Moore também voltou a fazer referência à personagem de A Substância, mas de uma forma mais clássica e menos ousada. Indo na direção contrária às red carpets anteriores, a atriz usou um vestido com cor clara e corte mais tradicional, uma peça sob medida Giorgio Armani Privé toda bordada com cristais, também homenagem à sua Elizabeth Sparkle.

Da mesma forma, Cynthia Erivo levou um look impactante Louis Vuitton, em referência à personagem em Wicked, feito sob medida em veludo verde escuro, com saia volumosa e mangas dramáticas. A atriz completou o visual com joias Roberto Coin e ainda as suas unhas de assinatura, que demoraram mais de 5 horas para ficarem prontas e incorporavam várias referências a Oz e a Emmerald City. Menos imponente que as suas concorrentes, a quinta nomeada a Melhor Atriz, Mikey Madison (que levaria a melhor), usou um vestido Dior, preto com rosa claro, de corte mais reto e simples. A atriz deu destaque para as joias, um colar Tiffany & Co. com diamantes vintage, que data do início dos anos 1900.

Looks dramáticos e com cor

Foram poucos, mas marcantes. Zoe Saldaña, vencedora do prémio de Melhor Atriz Secundária, apostou num estilo ópera, com luvas dramáticas e um vestido cor de vinho Saint Laurent criado por Anthony Vaccarello, um look que se destacou diante de tantos visuais pretos ou bordados. Indo no caminho oposto ao da maioria das estrelas da red carpet, Gal Gadot ousou num Prada vermelho e Michelle Yeoh destacou-se num Balenciaga azul royal.

Entretanto, no leque dos nomeados, os visuais mais coloridos ficaram entre os homens, a alguns deles a acessorizarem até os looks com vistosas pregadeiras. Timothée Chalamet usou um fato amarelo claro, com casaco cropped, calças a combinar e camisa em seda, uma criação de Sarah Burton para a Givenchy. Outro dos nomeados para Melhor Ator, Colman Domingo, apostou no vermelho e levou um fato Alessandro Michele para a Valentino. A peça tem uma leve inspiração oriental, no estilo dos visuais usados pelo ator em outras red carpets, também criações Valentino.

Pretos e veludos

Além de Fernanda Torres, o preto também foi a escolha de algumas outras atrizes, como Lily-Rose Depp. A atriz de Nosferatu usou uma peça em renda Chanel inspirada na coleção primavera/verão de 1995, um vestido que demorou 515 horas a ser feito. Miley Cyrus também optou por um vestido preto, uma criação Alexander McQueen que combinou com luvas em renda. Ana de Armas, num Louis Vuitton, e Margaret Qualley, em Chanel, também apostaram em modelos no mesmo tom.

Quem seguiu também a tendência foi Karla Sofia Gascón, que preferiu não passar pela red carpet, mas fez questão de assistir à gala de dentro do Dolby Theatre. A protagonista de Emilia Pérez usou um vestido preto, com aplicações e uma manga única. É uma das raras aparições da atriz, que foi alvo de críticas por causa das publicações feitas há alguns anos no Twitter com conteúdo racista. Antes dos Óscares, Karla Sofia Gascón também foi aos Prémios César, em Paris, no último sábado, 1 de março.

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Penske Media via Getty Images

Já o veludo não se viu apenas no vestido verde de Cynthia Erivo. Scarlett Johansson preferiu um modelo em veludo azul escuro com umas luvas a combinar, peças Mugler Couture vintage, da coleção outono/inverno de 1999. Meg Ryan também apostou no tecido, num vestido sem mangas cor de vinho Ashi Studio, assim como Isabella Rosselini, num vestido azul Dolce & Gabbana.

Tons claros e brilhos

Nomeada na categoria de Melhor Atriz Secundária, Ariana Grande seguiu o mesmo padrão das outras passadeiras vermelhas, a representar Glinda ao longo de toda a temporada de prémios. Aos Óscares, levou um Schiaparelli em tons de rosa claro com corset e uma saia volumosa, com mais de 190 mil contas de cristais bordadas. A peça faz parte da coleção de primavera da marca de alta costura.

Elle Fanning, estrela de A Complete Unknown, escolheu um visual princesa, com um vestido branco com saia rodada e fita preta a marcar a cintura, uma peça sob medida Givenchy, que completou com um choker Cartier vintage, de 1958. O branco também foi a cor de Penélope Cruz e Lupita Nyong’o, as duas em Chanel. Já Selena Gomez, num vestido Ralph Lauren bordado por 12 artesãs com mais de 16 mil pequenas gotas de vidro, parece ter prestado uma homenagem a uma das estrelas da era de ouro de Hollywood, Sophia Loren.

Felicity Jones, nomeada para o prémio de Melhor Atriz Secundária pelo papel em O Brutalista, levou um vestido em seda prata com efeito metalizado, assinado por Giorgio Armani Privé, combinado com joias Boucheron e sapatos Manolo Blahnik. O prateado foi a escolha de outras atrizes como Emma Stone, que usou uma criação Louis Vuitton, ou Halle Berry, que apostou num vestido espelhado Christian Siriano, ou Mindy Kaling, num Oscar de la Renta metalizado.

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