A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) está a investigar uma 12.ª morte ocorrida durante a greve do INEM, em novembro, e que poderá estar também relacionada com as falhas no socorro de emergência médica. Ao Correio da Manhã, a IGAS confirmou que o inquérito em curso abrange um total de 12 mortes.
Segundo a IGAS, que fiscaliza a atuação das entidades da área da saúde, o inquérito encontra-se em “desenvolvimento”, com a “recolha e análise dos testemunhos” e “não é possível prever uma data para a sua conclusão”.
A CNN já tinha avançado, na passada quinta-feira, que a 12.ª morte em investigação diz respeito ao caso de uma mulher de 73 anos que morreu em Vale da Tocha, no concelho de Montemor-o-velho, no distrito de Coimbra. A denúncia terá chegado à IGAS através de uma médica que foi ouvida no âmbito de um dos outros 11 casos que estão a ser investigados.
INEM não encontrou “relação direta” entre greve dos técnicos de emergência e mortes
Esta morte ocorreu na madrugada de 5 de novembro. De acordo com o Correio da Manhã, a mulher sofreu uma paragem cardiorrespiratória. Foram depois acionados os meios de socorro, tendo o óbito foi declarado pela equipa da VMER de Coimbra. Não se conhecem detalhes acerca do que terá corrido mal no socorro. As outras 11 mortes sob investigação ocorreram entre 31 de outubro e 5 de novembro.
Na quinta-feira, o Ministério da Saúde tornou pública a principal conclusão de um relatório interno do INEM — em que o instituto, liderado por Sérgio Janeiro, sublinha não ter encontrado “relação direta” entre as greves e as mortes ocorridas nesses dias.