As eleições na Federação Portuguesa de Futebol decorreram em fevereiro, esta semana será marcada pelo sufrágio no Comité Olímpico de Portugal, abril ficará reservado para nova ida às urnas na Liga Portugal. Na sequência da saída de Pedro Proença para suceder a Fernando Gomes na FPF, o órgão que tutela o futebol profissional entrou também em período eleitoral tendo em vista a votação de 11 de abril e, à semelhança do que aconteceu nos outros sufrágios supracitados, terá também dois candidatos: Reinaldo Teixeira e José Gomes Mendes. O primeiro fez esta segunda-feira a apresentação oficial, na Arena Liga Portugal.

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Aos 61 anos, Reinaldo Teixeira, presidente da Associação de Futebol do Algarve depois de ter sido líder da Mesa durante 15 anos e que foi nomeado em 2015  como Coordenador dos Delegados e Avaliadores da Liga após ter exercido ao longo de duas décadas o cargo de delegado nessa estrutura, anunciou a candidatura com o slogan “Uma Liga para Todos”, revelando os principais objetivos de um projeto que tenta potenciar aquele que tinha sido o Plano Estratégico gizado por Pedro Proença para o mandado de 2023-2027.

“Perante esta sala, perante este apoio transversal, perante os valores desta amizade e deste reconhecimento, apresento-me às sociedades desportivas e à força do nosso futebol profissional assumindo que sou candidato, à presidência da Liga Portugal. Sou candidato e faço-o pelos valores que aqui nos trazem. Construí o meu percurso, em toda a minha atividade profissional e nos 30 anos no futebol, sustentado em valores como a honestidade, a frontalidade, a credibilidade, o trabalho em equipa, o profissionalismo e a transparência. Proponho-me a trazer à Liga Portugal e às sociedades desportivas, que são o expoente máximo do jogo, a proposta de um tempo novo. Um tempo de diálogo, de equipa, de trabalho e de profissionalismo, de credibilidade e de compromisso, um tempo que seja exemplo e referência, um tempo que encha os estádios, faça regressar famílias às bancadas e apaixone e inspire crianças”, começou por dizer no início do discurso.

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“Este será o tempo que fará crescer as nossas competições e os nossos clubes. Não são apenas palavras, são valores. Não há retrocesso. E não há volta atrás. É tempo de erguer as nossas competições a um patamar de excelência, em que ganham todos. É tempo de liderança que assegure trabalho em conjunto, é um tempo de entendimento para reunir os melhores profissionais e executar as melhores ideias, que nos permitam crescer, internacionalizar o negócio, inovar, procurar novas fontes de receita e explorar da melhor forma o mais belo jogo. Se temos talento, se temos os melhores jogadores do mundo, se temos os melhores técnicos, médicos, fisioterapeutas e agentes, temos de ter a coragem de sermos grandes dirigentes”, frisou.

“Chegou o tempo da excelência, de potenciarmos o produto, as novas tecnologias e os novos conteúdos, na oportunidade do digital. Chegou o tempo de impormos capacidade de reivindicação que nos permita acabar com a injustiça fiscal, com a injustiça do IVA e dos seguros, com a injustiça de uma lei que não está à altura da nossa missão social. Chegou o tempo de uma capacidade negocial séria para reduzir custos e aumentar receitas e para garantir às sociedades desportivas uma justa distribuição das verbas das apostas. Chegou a oportunidade de um tempo novo, de diálogo, de sermos uma só voz, que nos dará uma nova capacidade de entendimento com a Federação Portuguesa de Futebol, onde está um presidente, Pedro Proença, que nos respeita e que bem nos conhece”, apontou o ex-líder da Associação de Futebol do Algarve.

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“O presidente de uma Federação que também quer este tempo novo, onde temos de saber encontrar um parceiro na defesa dos nossos interesses e na resolução dos dossiers urgentes como a revisão do protoloco entre Liga e Federação, uniformizar e facilitar processos incluindo na certificação e a centralização dos direitos televisivos. Esta é uma eleição intercalar. Saibamos honrar a nossa herança, o Plano Estratégico aprovado para o mandato 2023-2027, mas renovemos o nosso entendimento. Temos que ter mais ambição e olhar mais além na qualidade do espetáculo, na melhoria das transmissões televisivas, na internacionalização, num marketing mais agressivo que promova as nossas competições e o nosso talento com mais capacidade de venda, numa nova estratégia de conteúdos, numa nova capacidade de gerar serviços, dinheiro e investimento para as nossas sociedades desportivas mas também na nossa missão social”, reforçou antes de apresentar alguns dos primeiros nomes que fazem parte da lista que irá a sufrágio eleitoral.

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Assim, Reinaldo Teixeira apresentou André Mosqueira do Amaral para a pasta da Centralização, Comercial e Internacionalização, Sónia Costa Cunha para a pasta da Direção Financeira, Bernardo Azevedo para a pasta da Área Comercial e Sponsoring, Francisco Antunes para a pasta dos Conteúdos, Susana da Silva Curto para a pasta de Marketing e Eventos, Formação e Infraestruturas e António Saraiva, antigo presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) que lidera a Cruz Vermelha Portuguesa desde 2023 e que será proposto como próximo presidente da Mesa da Assembleia Geral da Liga em caso de vitória.

“É uma escolha entre uma liderança de valores ou o regresso a qualquer outro tempo do nosso futebol. É uma escolha entre transparência, processos claros e realização pela competência ou cedência eterna a lugares pelas guerras de poder e jogos de bastidores. É uma escolha entre sermos exemplo das melhores práticas para a nossa Sociedade ou sermos chacota pelos nossos comportamentos. É uma escolha entre uma Liga de futuro, credível, que agregue os melhores e que faça crescer o nosso futebol, ou a triste transformação desta nobre casa, aqui erguida enquanto Arena Liga Portugal, num mero castelo de cartas”, concluiu.

Natural de Salir, no concelho de Loulé, Reinaldo Teixeira é licenciado em Gestão e Mediação Imobiliária e administrador desde 1983 da Garvetur, “uma das marcas de referência no turismo e imobiliário no Algarve”. Integra também o Conselho de Administração da Enolagest SA e integra como delegado a Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. O líder da Associação de Futebol do Algarve faz também parte, como membro consultivo, do IPDJ – Instituto Português do Desporto e Juventude.