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Carlos e Camila celebram 20 anos de casamento com viagem a Roma e Ravenna

Este artigo tem mais de 1 ano

Conheceram-se em 1970 e mantêm uma relação desde então -- que resistiu a dois casamentos, aos escândalos na imprensa e à tradição da monarquia. Esta semana, celebram em Itália. Recorde o percurso.

45 fotos

Celebrar 20 anos de casamento na “Cidade Eterna” parece ser uma boa representação da história de amor de Carlos III e Camila. Os reis embarcaram na última segunda-feira, 7 de abril, rumo a Itália, onde foram recebidos na manhã desta terça-feira, dia 8, pelo Presidente Sergio Matarella e a Primeira-Dama, Laura, no Palácio do Quirinal, em Roma. Esta primeira visita ao destino italiano na qualidade de monarcas, que inclui ainda uma passagem pela cidade de Ravenna, é também uma viagem com um significado. “Estamos ansiosos por celebrar o nosso vigésimo aniversário de casamento num lugar tão especial — e com pessoas tão maravilhosas!”, escreveram Carlos e Camila no Instagram, ao mesmo tempo em que divulgavam duas novas fotografias oficiais.

Chris Jackson / Reprodução @theroyalfamily

A sessão de fotos decorreu um dia antes de iniciarem os compromissos reais, nos jardins da Villa Wolkonsky, a residência oficial do embaixador britânico em Roma. Camila voltou a escolher um vestido branco Anna Valentine, assim como o fez na cerimónia do casamento civil, há duas décadas, que antecedeu a celebração religiosa (na qual conjugou o casaco azul pálido bordado com o acessório de cabeça com plumas douradas que ficaram marcados na história). Preso ao vestido, a Rainha usa um alfinete de peito com um grande significado para o casal. Uma peça desenhada pelo Rei Eduardo VII, que foi Príncipe de Gales entre 1842 e 1901, altura em que chegou ao trono depois da morte da Rainha Victoria. A joia, em diamantes com uma pérola negra e formato de pluma, é o emblema do Príncipe de Gales, e terá sido um presente de Eduardo VII à sua amante, Alice Keppel, bisavó de Camila.

Primeiro encontro: “A minha bisavó foi amante do teu trisavô”

Camila Rosemary Shand nasceu em Londres em 1947 e cresceu na zona rural de Sussex. Estudou num colégio na Suíça e depois fez literatura francesa em Paris. Em 1965, pelos 18 anos, já circulava entre os jovens da realeza. Carlos conheceu-a em 1970 num jogo de pólo no Great Windsor Park. Os dois foram apresentados por uma amiga em comum, Lucia Santa Cruz, filha do embaixador do Chile em Londres. Na altura o então Príncipe de Gales tinha 22 anos. “Carlos era um homem muito respeitoso, à moda antiga, e que gostava de mulheres”, diz a biógrafa da realeza Ingrid Seward, no documentário The Royal Love Story, de 2024. O interesse por cavalos foi um dos pontos em comum, mas diz-se que Carlos ficou imediatamente atraído pela sua personalidade. Em The Duchess: The Untold Story, a autora Penny Junor descreve: “Apaixonou-se pela forma como ela sorria com os olhos assim como com a boca, e ria-se das mesmas coisas parvas que ele”. O jeito amigável e natural de Camila terá sido o motivo para Carlos passar a procurá-la depois deste primeiro encontro, diz a biógrafa.

Prince Charles at Polo

Carlos e Camila num jogo de polo no início dos anos 1970. Ele tinha 22 anos e ela 24 quando se conheceram

Corbis via Getty Images

Diz a lenda que neste dia Camila terá provocado Carlos com a frase: “A minha bisavó foi amante do teu tetravô. O que achas disto?” De facto Alice Keppel, bisavó de Camila, conheceu o então príncipe Alberto Eduardo em 1898, quando ele tinha 56 anos e ela 29. Os dois tiveram um caso por 12 anos, durante o período em que reinou como Eduardo VII.

Entretanto, logo no início os dois já enfrentaram algumas barreiras. A começar pelo facto de que em 1971 Carlos ingressou na marinha e por mais de um ano ficou afastado em missão. Ao mesmo tempo, antes de conhecer o príncipe, Camila tinha tido um relacionamento com Andrew Parker-Bowles, o que não era bem visto pela realeza. Isso porque, além de não vir de origens aristocráticas, de acordo com muitos especialistas em realeza especulava-se que ela também não era virgem, o que seria um atributo importante para a futura Princesa de Gales.

Os dois casamentos

Em julho de 1973 Camila casou-se com Andrew Parker-Bowles, numa altura em que Carlos estava a serviço da marinha nas Caraíbas. “Acho que Carlos ficou muito magoado quando a Camila se casou com o Andrew. Ele estava fora em missão no mar, mas sabia que ia acontecer e eu acredito que ele não queria fazer parte, então ficou fora do caminho. Mas acho que ele ficou muito triste”, acredita a biógrafa da realeza Ingrid Seward. Mesmo assim, Carlos permaneceu muito próximo da família Parker-Bowles, tendo jogado pólo com Andrew e sido escolhido como padrinho de Tom, o segundo filho do casal.

Nos anos seguintes Carlos tornou-se no solteiro mais cobiçado do mundo, quando aos 29 anos conheceu uma jovem de 16 anos chamada Diana Spencer. Um relacionamento que, de acordo com muitos correspondentes de realeza, terá sido acompanhado de perto — e encorajado — por Camila. “Camila gostava da Diana, porque ela achava que não seria uma ameaça. Diana era muito jovem e ingénua, o que ela pensou ser perfeito, porque era manipulável. Mas acabou por não ser assim, e Camila julgou mal”, afirma Ingrid Seward.

Quatro anos depois, em fevereiro de 1981, Carlos e Diana anunciaram o noivado. As imagens deste dia, emitidas na televisão nacionalmente, transparecem um romance a começar: os braços dados, as trocas de toques, olhares e sorrisos. Durante a entrevista, Carlos segura e alisa a mão de uma tímida e discreta Diana. Depois de algumas perguntas sobre o casamento, o jornalista quer saber se os dois estão apaixonados, ao que a jovem noiva diz que sim, seguida da famosa (e genuína) resposta de Carlos: “Seja lá o que ‘apaixonado’ signifique”.

On this day in History - Charles and Diana announce their engagement In memory of Diana, Princess of Wales, who was killed in an automobile accident in Paris, France on August 31, 1997.

Carlos e Diana anunciaram o noivado em 1981. O casamento aconteceu poucos meses depois e foi exibido pela televisão para mais de 700 milhões de pessoas em 74 países

PA Images via Getty Images

Diana era a noiva perfeita e o casamento de conto de fadas foi assistido pela televisão em todo o mundo. Entretanto, nos bastidores a princesa já sabia da relação próxima do marido com Camila. “Sabia que ela estava lá, é claro. Procurei por ela. A caminhar até o altar vi Camila, com um chapéu estilo pillbox cinza claro”, disse Diana ao biógrafo Andrew Morton em 1991. Nos primeiros anos os dois viveram um casamento aparentemente feliz. Mas, pouco depois do nascimento do segundo filho, Harry, a relação começou a deteriorar-se e a crise tornou-se pública.

O escândalo CamillaGate e a célebre frase: “Éramos três neste casamento”

Acredita-se que Carlos e Camila reataram o romance em 1986. Uma relação que no início podia ser secreta aos olhos do público, mas que já se especulava nos bastidores. Ingrid Seward relata o momento em que Diana terá confrontado Camila numa festa de aniversário em 1989. “Estavam na casa de Annabel Goldsmith em Richmond, havia uma grande festa que tomava três ou quatro andares. Então Diana procurou Carlos e percebeu que ele provavelmente estava numa área muito elegante no andar de baixo. Então foi até lá e encontrou os dois”. Na biografia de Diana, Andrew Morton revela como terá sido o momento pelas palavras da própria princesa: “Disse-lhe: ‘Sei o que está a se passar entre tu e Carlos, e quero que saibas disso.’” Depois, Diana conta o que Camila terá dito: “Tens tudo o que sempre sonhaste. Todos os homens do mundo estão apaixonados por ti, tens dois filhos lindos. O que mais poderias querer?’ Então eu disse-lhe: ‘Quero o meu marido’”.

As palavras explosivas de Diana chegaram a público em 1992, mesmo ano em que as fitas de várias ligações telefónicas entre a princesa e um suposto amante, James Gilbey, tornaram-se públicas. O caso ficou conhecido como DianaGate, mas poucos meses depois um escândalo ainda maior atingiria a realeza — e marcaria para sempre a imagem do agora Rei. Foram tornadas públicas conversas telefónicas íntimas entre Carlos e Camila que provavam a existência da relação entre ambos, num caso que ficou conhecido como Camillagate. Carlos e Diana anunciaram a separação naquele ano.

Dois anos depois o Príncipe de Gales tentava reerguer a sua imagem e aceitou abrir parte da sua vida íntima para o programa “Charles – the Private Man, the Public Role”. Em duas horas e meia de duração, o formato mostrou Carlos a brincar com os dois filhos e deu espaço para que o príncipe manifestasse as suas ideias sobre política, arte, o futuro da monarquia, a defesa do ambiente, e também sobre a relação polémica com Camila. “A senhora Parker-Bowles é uma grande amiga minha”, respondeu Carlos, quando questionado por Jonathan Dimbleby. Entretanto, quando o entrevistador perguntou se o príncipe foi fiel durante o casamento com Diana, Carlos acabou por, quase sem querer, admitir a traição. “Sim”, respondeu, em primeiro lugar, dando um espaço para pensar e completar: “Até (o casamento) tornar-se irremediavelmente destruído”. Na sequência, em 1995, Diana disse a célebre frase: “Éramos três neste casamento, estava um pouco lotado”, durante uma entrevista ao programa Panorama, da BBC.

Numa entrevista à revista You em 2017, Camila falou sobre esta fase. “Não podia ir a lugar nenhum. Mas as crianças vinham até mim, assim como os bons amigos, e então as coisas corriam como o habitual”, esclarece, sobre o tratamento da imprensa e a opinião pública, destacando que foi um período “profundamente desafiante. Não colocaria o meu pior inimigo a passar por isso. Não poderia ter sobrevivido se não fosse a minha família”.

Os divórcios e o caminho (quase) livre para o amor

No começo de 1992, ainda antes da entrevista de Diana, Camila e Andrew Parker-Bowles divorciaram-se. O divórcio de Diana e Carlos veio um ano e meio depois e cerca de três anos após a separação oficial, em agosto de 1996. O caminho parecia livre para que Carlos e Camila pudessem viver o romance. Mas com a imagem já bastante manchada pelas polémicas anteriores, a então Rainha precisou dar mais um passo atrás depois de uma notícia que afetou ainda mais a opinião pública.

Em agosto de 1997, Diana morreu num acidente de carro em Paris, com o homem que se especulava ser o seu namorado na altura, o magnata egípcio Dodi Fayed. Com a tragédia, os planos de apresentar publicamente a relação com Camila foram adiados, de acordo com o que publicou na altura o The Guardian. Contudo, em 1998, Carlos terá apresentado a namorada aos dois filhos, William e Harry, com 16 e 14 anos na altura. Neste mesmo ano, Isabel II mostrava desaprovar o romance, ao recusar-se a ir à festa de aniversário de 50 anos de Carlos, na qual Camila também era uma das convidadas.

A primeira aparição pública do casal foi em janeiro de 1999, quando os dois saíram juntos da festa de aniversário da irmã de Camila no hotel Ritz, em Londres. “Ficaram sob pressão para lançarem uma fotografia juntos, então pensaram em formas de o fazer. Talvez divulgar uma fotografia ou arranjar uma forma de irem a algum lugar onde estaria a imprensa. Mas no fim decidiram o fazer na festa de aniversário da irmã da Camila no Ritz. Fizeram questão de que toda imprensa soubesse que eles sairiam juntos da festa. Portanto havia uma quantidade inacreditável de fotógrafos”, descreve a biógrafa Ingrid Seward.

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A televisão estava lá antecipadamente e mostrou os preparativos. Várias escadas estavam posicionadas à frente do hotel Ritz, e já vários fotógrafos aguardavam o momento, que aconteceria dentro de algumas horas. “Se perguntar a qualquer fotógrafo qual é a fotografia que ainda gostariam de tirar seria esta: do príncipe Carlos e Camila Parker-Bowles. É a fotografia que ainda falta. Não podemos nos dar ao luxo de perder. Temos de apanhar os dois, juntos, a descer estes degraus”, disse um fotógrafo à porta do hotel, numa entrevista para a televisão.

Carlos apresentou Camila a William e Harry em 1998. No ano seguinte o casal apareceu pela primeira vez junto em público, um momento esperado por uma multidão de fotógrafos. Em 2001 Carlos e Camilla cumprimentaram-se com um beijo pela primeira vez em público

Getty Images

Quando o momento chegou, Carlos e Camila apareceram sem grande aviso. Ele na frente, ela atrás, desceram os degraus que seguiam do hall do hotel à calçada. Carlos chegou a procurar pela namorada quando olhou para um lado e não a viu. Depois, o carro chegou, ele indicou o caminho para que ela entrasse e depois deu a volta e entrou pela outra porta. Sem mãos dadas, sem trocas de olhares, sem toques ou manifestações de carinho. A imprensa comemorou. “Isto é bom, é algo que já deveriam ter feito há muito tempo. Amam-se e agora podem seguir em frente com as suas vidas”, disse Piers Morgan na altura, num comentário televisivo.

A aprovação pública da rainha terá vindo um ano depois, quando Isabel II foi à festa de 60 anos do Rei Constantino da Grécia, na residência oficial do Príncipe de Gales. A partir daí o romance passou a ser cada vez mais público e assumido. Em 2001 pela primeira vez cumprimentaram-se com um beijo no rosto durante um evento solidário realizado na Somerset House, em Londres. Em 2003 passaram a viver oficialmente juntos na Clearence House, altura em que Camila passou a ter um papel mais ativo nos eventos oficiais do Príncipe de Gales.

União oficializada e título real

Num vestido vermelho longo Camila surgiu a segurar uma carteira preta de forma estratégica, deixando discretamente à mostra o anel de noivado. Sorridente, respondeu aos jornalistas que lhe perguntaram como se sentia: “Ainda não me caiu a ficha”, disse. Ao ser questionada sobre se Carlos ficou de joelhos para lhe fazer o pedido, Camila foi direta: “É claro”. Foi no início de 2005 que o casal anunciou o noivado. A 9 de abril do mesmo ano, os dois oficializaram um romance que na altura já durava 35 anos. A descer a escadaria da Capela S. George, em Windsor, a noiva não usava nem o vestido branco nem o véu tradicionais. Camila optou por criações das suas designers de eleição, Antonia Robinson e Anna Valentine. Um vestido longo em chiffon com um casaco azul pálido igualmente comprido, todo bordado a dourado.

Com o casamento, Camila ganhou o seu primeiro título real, o de Duquesa da Cornualha. Não a chamar Princesa de Gales foi uma decisão tomada para honrar a memória de Diana, que ainda era uma figura extremamente popular entre os britânicos. “Camila não era popular ou muito querida”, disse Marlene Koenig, especialista em realeza, à Town & Country em 2018. “Então foi decidido que Camila seria denominada duquesa da Cornualha, embora, é claro, ela seja a Princesa de Gales”.

Muitos anos mais tarde Harry revelou que, afinal, não aprovou o casamento do pai. Na autobiografia bombástica que lançou depois da sua saída da família real britânica, o Duque de Sussex disse que ele e o irmão pediram a Carlos para que não se casasse. Numa entrevista ao programa 60 Minutes de 2023, Harry diz: “Não achamos que era necessário. Achamos que ia causar mais mal do que bem. E se ele já estava com ‘a sua pessoa’, já não era suficiente? Para quê ir tão longe se não é realmente necessário?” Os príncipes concordaram com o casamento depois de perceberem que o pai estava feliz, porém, Harry continua a ter opiniões bastante fortes em relação à madrasta. Questionado por Anderson Cooper sobre ter chamado “perigosa” a Camila, Harry explicou: “Por causa da necessidade que ela tinha em reabilitar a imagem dela. Fez dela perigosa pelas conexões que fez com a imprensa britânica. E havia abertura dos dois lados para a troca de informações. E com o caminho da hierarquia da família e a possibilidade de ela se tornar Rainha Consorte, haveria corpos pelas ruas por causa disso.”

Quando Camila e Carlos ficaram noivos o que se sabia é que, ao ascender ao trono, ela passaria a ter o título de “Princesa Consorte”, nunca sendo chamada “Rainha”. Contudo, no Jubileu de Platina de Isabel II, tudo mudou. “Quando o meu filho Carlos se tornar Rei, sei que lhe darão a ele e à sua mulher Camila o mesmo apoio que me deram; e é um desejo sincero meu de que, quando o tempo chegar, Camila seja conhecida como Rainha Consorte, enquanto continuar o seu próprio trabalho leal”, escreveu a Rainha Isabel II, numa mensagem tornada pública em fevereiro de 2022. Este terá sido o momento final de aceitação de Camila dentro da família real britânica. Em setembro de 2022, com a morte de Isabel II, Carlos e Camila tornaram-se imediatamente Rei e Rainha.

Carlos e Camila foroam coroados Rei e Rainha a 6 de maio de 2023

PA Images via Getty Images

Do escrutínio da imprensa a Rainha

Numa entrevista à British Vogue em 2022, uma das primeiras em profundidade ao longo de décadas de realeza, Camila destacou o impacto do assédio mediático que sofreu. “Fui escrutinada por tanto tempo que foi preciso encontrar uma forma de viver apesar disso. Ninguém gosta de ser olhado o tempo todo e criticado… Mas acho que, no fim, consegui levantar-me apesar disso e seguir em frente. É preciso seguir com as nossas vidas”.

Sobre a relação com Carlos, a Rainha explica que “não é fácil” encontrar tempo para o casamento diante dos muitos compromissos que os monarcas têm de cumprir, porém “sempre tentamos encontrar-nos numa hora do dia. Às vezes parece um navio a passar durante a noite, mas sempre nos sentamos juntos para uma chávena de chá e para discutir o dia. Temos um momento”, explica. “Quando viajamos, o melhor é podermos sentar-nos e ler os nossos livros em diferentes cantos da mesma sala. É muito relaxante, porque sabes que não precisas de estar a criar conversa. Só sentar e ficar junto”.

Entretanto, de acordo com um antigo funcionário do palácio, o Rei e a Rainha mantêm casas separadas. Jack Stooks, que terá trabalhado como jardineiro sénior em Highgrove durante duas décadas, disse ao New York Post que Camila e Carlos vivem em casas separadas desde antes do casamento. “Para Camila a sua casa em Wiltshire tem tantas memórias da criação da sua família. É um lugar onde ela pode descansar e escapar da vida real se assim precisar”, disse o antigo funcionário. Já sobre Carlos, Jack Stooks diz que o Rei “gosta de passar tempo sozinho e tem uma ética de trabalho muito forte. É conhecido por trabalhar na sua secretária às primeiras horas da manhã”. Além disso, os dois monarcas terão vidas sociais bastante agitadas separadamente. “São duas pessoas independentes que não se importam de passar tempo separados. O facto de não viverem sempre um perto do outro é uma das muitas razões para o casamento dar certo”.

Se é verdade ou não que este será o segredo do sucesso do relacionamento, facto é que a união sobreviveu a muitos testes ao longo de quase 55 anos. Desde os escândalos que marcaram o reencontro, há mais de 30 anos, Carlos e Camila foram capazes de reconstruir as suas imagens públicas e ultrapassar barreiras. Diferente de há quase 90 anos, quando Eduardo VIII foi obrigado a abdicar para se casar com Wallis Simpson, que era divorciada, hoje Carlos III e Camila são os primeiros reis divorciados a ascenderem ao trono britânico. E a julgar pelas trocas de olhares e sorrisos nas imagens recentes da viagem à Itália, continuam a provar que tudo valeu à pena.

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