A história do Sporting-Sp. Braga no final foi uma, a história Sporting-Sp. Braga nos 25 minutos iniciais foi outra. Foi outra e, pelo andar da carruagem, à velocidade de uma locomotiva chamada Gyökeres, parecia ir ao encontro do histórico recente dos leões frente aos minhotos em Alvalade, com três goleadas consecutivas por 5-0 entre Campeonato e Taça da Liga. No entanto, e como qualquer encontro de futebol tem 90 minutos, houve uma outra premissa bem diferente que se acabou por confirmar: depois de ter ganho ao Benfica e ao FC Porto na presente edição da Primeira Liga, os arsenalistas conseguiram tirar pontos ao Sporting.
Apesar da série de seis vitórias consecutivas como não acontecia desde outubro/novembro quando Ruben Amorim ainda era treinador, os leões tiveram um comprometedor deslize num contexto onde era proibido depois do triunfo do Benfica no clássico frente ao FC Porto no Dragão e voltaram a perder pontos na Liga naquele que foi também o quinto encontro consecutivo a sofrer golos em Alvalade na prova. Com isso, e apesar dos seis pontos de avanço que a equipa tinha à 19.ª jornada, os encarnados ficaram isolados no topo da classificação com mais dois pontos do que os rivais verde e brancos a apenas seis jornadas do final e nem mesmo a confirmação da época com mais golos de Viktor Gyökeres na carreira impediu o empate.
44.º ⚽ golo de Gyokeres esta época, ao 44.º jogo: ultrapassa o registo da época passada (43 golos) e está já na melhor época da carreira pic.twitter.com/pdMFXerm1J
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Ainda assim, há outro dado que salta à vista: a incapacidade de segurar vantagens dos conjuntos liderados por Rui Borges, que averbou o oitavo jogo no Campeonato em que marcou primeiro mas não conseguiu até ao final guardar essa vantagem (quatro em Guimarães, quatro em Alvalade). No final da partida, o técnico lamentou algumas quebras físicas e a má entrada na segunda parte para “justificar” uma igualdade que, na verdade, chegou quando o Sp. Braga já tinha perdido o “momento mais” no jogo e o Sporting tinha visto Hornicek tirar por quatro vezes o golo que iria sentenciar a partida a Quenda, Trincão e Maxi Araújo.
- Benfica (casa), 1-0 (V): 1-0 aos 80′, 1-0 no final
- V. Guimarães (fora), 4-4 (E): 3-2 aos 80′, 4-4 no final
- Rio Ave (fora), 3-0 (V): 2-0 aos 80′, 3-0 no final
- Nacional (casa), 2-0 (V): 1-0 aos 80′, 2-0 no final
- Farense (casa), 3-1 (V): 2-1 aos 80′, 3-1 no final
- FC Porto (fora), 1-1 (E): 1-0 aos 80′, 1-1 no final
- Arouca (casa), 2-2 (E): 2-2 aos 80′, 2-2 no final
- AVS (fora), 2-2 (E): 2-1 aos 80′, 2-2 no final
- Estoril (casa), 3-1 (V): 2-0 aos 80′, 3-1 no final
- Casa Pia (fora), 3-1 (V): 2-1 aos 80′, 3-1 no final
- Famalicão (casa), 3-1 (V): 2-1 aos 80′, 3-1 no final
- Estrela (fora), 2-0 (V): 1-0 aos 80′, 3-0 no final
- Sp. Braga (casa), 1-1 (E): 1-0 aos 80′, 1-1 aos 88′
Rui Borges já deixou escapar 8 vantagens no marcador esta época: 4 no Sporting e 4 no Vitória ???? pic.twitter.com/tXukyNm0wv
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“Foi uma primeira parte em que entrámos bem, melhores do que o Sp. Braga. Conseguimos ser intensos. Nos últimos 15 minutos, fomos caindo em termos físicos, deixámos o Sp. Braga equilibrar o jogo, andou mais no nosso meio-campo. No segundo tempo, entrámos mal e o Sp. Braga teve mais posse. Estávamos muito reativos e pouco proativos. Fomos equilibrando, tivemos situações claras para aumentar o resultado, não conseguimos e sofremos o empate. Fomos atrás do prejuízo mas já faltava pouco. Golo do empate? É mérito do adversário, aproveitou uma desatenção nossa. Não podíamos entrar na segunda parte tão apáticos. Senti a equipa mais cansada. Fomos criando mas não conseguimos finalizar e acabámos por sair penalizados”, começou por referir o treinador dos verde e brancos na flash interview da SportTV.
O Sporting perde pontos e a liderança: o Benfica é o novo líder da Liga ????????, com 2 pontos de vantagem sobre os leões, a 6 jornadas do final da prova
⚠À 19.ª jornada, o Benfica estava a 6 pontos do Sporting pic.twitter.com/KsBkm9qNxV
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“Alterações na equipa, com Quenda à direita e Geny Catamo à esquerda? Em termos estratégicos, naquilo que era um padrão do Sp. Braga, era para estarmos equilibrados e não perdermos intensidade. O Quenda dava 1×1 e do outro tínhamos profundidade com o Geny. Preocupado com o resultado do clássico? Não, estou preocupado é com o meu… Continuamos a depender de nós, apesar de estarmos em segundo. Ainda há um dérbi para ser jogado. Vamos atrás do nosso objetivo, nada mudou. Não belisca em nada os nossos objetivos. Todos estamos tristes, queríamos continuar em primeiro mas seguimos o nosso caminho com a crença enorme que vamos ser felizes”, concluiu Rui Borges na zona de entrevistas rápidas.
O Sporting voltou a não conseguir manter a baliza inviolável em Alvalade: 5.º jogo consecutivo em que os leões sofrem golos em casa no campeonato pic.twitter.com/T3RX7Yecx0
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“Falta de estofo aos olhos dos adeptos? É natural, sei bem o que é o meu trabalho, o meu lugar e a crítica existe. Sei bem qual é a exigência, não muda o meu trabalho nem forma de ser. Estamos tão frustrados ou mais do que nós, queríamos muito ganhar, não conseguimos. Agora, esta equipa claramente tem estofo para ser campeã. Se não tivesse, não tínhamos estado em primeiro até agora. Por tudo o que tem acontecido, e não me vou queixar com isso, não modifica em nada a nossa caminhada. Os treinadores, uns metiam um, metiam outros. A crítica faz parte e vivo bem com ela”, referiu mais tarde na conferência de imprensa, onde explicou o porquê de não ter mexido mais cedo falando também de Conrad Harder.
O ????Sporting terminou o jogo com menos posse de bola do que o adversário pela 6.ª vez neste campeonato – sempre com Rui Borges como treinador:
Benfica, 45%
Vitória SC, 47%
FC Porto, 44%
Estoril, 45%
Casa Pia, 49%
SC Braga, 48% pic.twitter.com/aEsc3NNbVb— Playmaker (@playmaker_PT) April 7, 2025
“Foi opção minha, estávamos a ganhar 1-0 e o jogo estava controlado. O Harder é um avançado, temos o Gyökeres, quando ele entra joga numa posição que não é a dele. Precisávamos de jogadores para controlar o jogo, o Harder é mais de transição e mais de força, não era isso que desejávamos. Precisávamos de gente para pautar o jogo, mais posse e mais equilibrado, apenas isso. Justificar? Não tenho de justificar o porquê de nada, são opções. Joga num clube que tem o melhor avançado do Campeonato. Por mais que a gente adapte e tem adaptado… Somos todos treinadores. Os últimos jogos que o Harder entrou, deu pouco ou nada à equipa, não segurou bolas, muito trapalhão. Porque não joga naquela posição, acreditamos muio nele e acreditamos que a energia dele é boa, naquele momento do jogo que estava equilibrado, precisávamos de gente para segurar mais o jogo e pausar o jogo. E o não fazer as substituições mais cedo, é tudo opção. Claro que cada um fazia a sua equipa e metia os jogadores a outros tempos. Lido bem com isso”, completou.
BORGES ATIRA AO LADO? ❌
"Nos últimos jogos [Harder] deu pouco ou nada à equipa: não segurou bolas, muito trapalhão…"
????️ Rui Borges, acerca da pouca utilização de Conrad Harder, após o #SCPSCBComentário do Antunes:
1. Conrad Harder ???????? apresenta números tudo menos… https://t.co/4ofBwFqtk1 pic.twitter.com/jdHrw60Kut
— GoalPoint (@_Goalpoint) April 7, 2025