A Renault aproveitou o restyling a que sumeteu o Austral para colocar o seu SUV do segmento médio em sintonia com o resto da gama mais recente, liderada pelo Rafale. A frente passa a exibir um novo conjunto de grelha e faróis que lhe conferem um aspecto mais moderno e atraente, a primeira a aumentar de dimensão e os segundos a surgirem agora mais pequeno e finos, com as alterações a incluírem mesmo novos guarda-lamas e capot do motor. O Austral passa assim a beneficiar das mesmas melhorias introduzidas no Espace em meados de Março, modelo que se assume como a versão mais comprida e de sete lugares do Austral.
Para o conjunto ficar completo é necessário mencionar a nova assinatura luminosa da marca francesa, que surgiu originalmente no Clio e depois foi assumida por toda a gama com o objectivo de dotar os modelos com um aspecto mais refinado. O resto da carroçaria do Austral também usufrui de pequenas melhorias, ainda que menos evidentes, que ajudam a tornar este SUV mais apetecível.
Além da estética mais atraente, a Renault assegura que o cliente vai notar o maior nível de conforto, que começa como não podia deixar de ser pelos bancos, cuja espuma foi reforçada e desenho do assento foi optimizado para aumentar o apoio ao corpo dos ocupantes. O construtor francês faz questão de destacar que, para além disso, os técnicos da marca se concentraram igualmente na montagem de apoios do motor com maior capacidade de absorção, para reduzir as vibrações transmitidas ao habitáculo, bem como no conforto acústico, instalando mais material de isolamento, para o que também contribuem as melhorias nas borrachas que vedam as portas e os vidros laminados nas portas das versões Alpine.
O revisto Austral vai continuar a ser disponibilizado nas versões “mild hybrid” com 160 cv e “full hybrid” com 200 cv
A mecânica full hybrid continua a fornecer 200 cv, mantendo como unidade principal o motor 1.2 sobrealimentado a gasolina (com 130 cv), apoiado por um motor eléctrico com 68 cv alimentado por uma bateria com 2 kWh, que se caracteriza por permitir consumos mais reduzidos do que alguns concorrentes. A versão mais acessível é mild hybrid, com o motor 1.3 sobrealimentado a gasolina com 160 cv em combinação com uma unidade eléctrica muito pequena, alimentada por uma bateria ainda menor.
No habitáculo de ambas as versões mantém-se o tablier dominado pelos dois ecrãs, um com 12,3” que faz de painel de instrumentos e outro com 12″ que desempenha a função de painel central. Este último continua a oferecer o sistema Android Automotive da Google, um dos principais trunfos dos modelos da Renault, que agora passa a usufruir de um maior número de aplicações e funções.