A Renault tem no R5 E-Tech um dos eléctricos mais apetecidos do mercado, e o mais vendido entre os modelos do segmento B, o dos utilitários. Mas a concorrência não perde um só minuto em recorrer a armas mais “pesadas” para lutar pela liderança, pelo que o construtor francês optou por renovar o modelo, melhorando algumas das suas características para tentar continuar a liderar o mercado.
O R5 E-Tech surgiu inicialmente em 2024, com dois níveis de bateria e três níveis de potência. Os acumuladores oscilam entre os 40 kW para as versões menos possantes e mais acessíveis, para a bateria com 52 kWh estar reservada para o motor mais potente e mais dispendioso. Ambas as baterias usufruem de pequenas melhorias, não ao nível da química, pois continuam a ser ambas NCM (níquel cobalto manganês, as que possuem maior densidade energética), mas em termos de gestão energética, para incrementar a autonomia.
A bateria com 40 kWh está associada ao motor com 120 cv, que viu a sua autonomia subir de 312 km para 315 km, que saberá a pouco para o condutor, apesar de ser um valor interessante dentro do segmento para um utilitário que opte pelas versões Evolution e Techno. A bateria com 52 kWh, associada ao motor com 150 cv, também passou a ir mais longe entre visitas ao ponto de carregamento, com a autonomia a subir de 410 km para 430 km, um incremento mais palpável, mas ainda assim de pormenor, para os que optam pelas versões Evolution, Techno, Iconic e Roland-Garros.
A Renault, que optimizou a aerodinâmica do R5 E-Tech para melhorar a autonomia, modificando os retrovisores exteriores e adoptando as “saias” laterais, manteve disponível a versão mais acessível e considerada de entrada na gama por ser a mais barata, a Five. Mas é exactamente aqui que surgem as diferenças entre o R5 E-Tech de 2024 e o renovado, uma vez que o motor com apenas 95 cv foi trocado por outro com 109 cv, uma unidade mais moderna e similar à que equipa o novo Twingo.
A bateria do novo Five muda de química, trocando a NCM pela LFP (fosfato de ferro-lítio, com menos densidade energética e mais pesadas, mas mais seguras e baratas), com a capacidade a cair dos 40 kWh originais para os novos 36,5 kWh, apesar de recorrerem à tecnologia cell to pack, para maior integração do acumulador no veículo. A autonomia do Five antigo era de 312 km e a do novo é de somente 305 km, uma diferença marginal e completamente compensada pelo facto de passar a recarregar em DC a 80 kW, além de 6,6 kWh em AC, a única que até aqui estava disponível. A adopção do carregamento rápido torna o novo Five mais versátil para deslocações mais longas.
As encomendas do R5 E-Tech já arrancaram em vários países europeus, com a versão mais acessível a começar a ser proposta a partir de 24.900€ em Portugal, a Five. O R5 E-Tech com bateria de 40 kWh (denominada Autonomia Urbana) a ser proposto a partir de 27.740€, enquanto o R5 E-Tech com 52 kWh (Autonomia Conforto) exige um investimento de 31.240€.