A Renault, que lançou a Espace em 1984, como o primeiro monovolume europeu, regressa agora com E-Space para revolucionar o conceito, que entretanto foi ultrapassado pelos SUV. A estratégia passa por oferecer espaço, versatilidade e capacidade de modular o volume interior, tudo para agradar a quem usa o monovolume para transportar a família, ou como base para continuar a trabalhar quando está fora do escritório.

O E-Space Concept foi revelado durante o Salão de Paris, em Outubro, revelando uma estética exterior típica de um monovolume com 4,7 metros de comprimento – a Espace de 1984 tinha um comprimento de 4,25 m, mas que em 1996 já reivindicava 4,52 m na Espace e 4,78 m na Grand Espace, a versão longa mas com o mesmo número de lugares -, com a mecânica 100% eléctrica a permitir uma frente muito curta, pelo menor espaço necessário para alojar a mecânica, a que a marca aliou igualmente uma traseira reduzida.

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Se o exterior é algo futurista, mas sem mais, o interior é efectivamente cativante e um trunfo para o modelo, o que explica a resposta dos responsáveis da marca quando os questionaram se o E-Space iria alguma vez ser produzido. A resposta oficial foi “não”, mas completada depois com um sugestivo “mas muitas das suas soluções mais interessantes vão ser adoptadas pelos nossos próximos modelos”.

O E-Space começa por surpreender ao oferecer ecrãs gigantes, que talvez sejam funcionais para a família, mas é bom que sejam acompanhados por uma série de botões que permitam um acesso directo a uma série de funções, uma vez que hoje já ninguém aprecia ter de tocar no ecrã dezenas de vezes até encontrar a função de que necessita. A Renault denomina o ecrã central OpenR Panorama, o que se compreende por oferecer uma imensa largura de 1,13 m e 11 cm de altura, o que o coloca ao nível dos maiores do mercado.

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Simultaneamente, o E-Space coloca à disposição do condutor um volante Yoke – similar aos utilizados pelos aviões, cortado em cima – similar aos estreados pela Tesla e depois pela Toyota -, mas com a Renault a aprender com os erros da Tesla e equipar o concept com um sistema “steer-by-wire” com desmultiplicação variável (como a Toyota), o que torna possível adaptar o número de voltas de extremo a extremo consoante a velocidade.

Mas o maior trunfo do E-Space é o espaço interior, que pode receber até seis adultos divididos por três filas, e alojá-los em bancos que podem parecer convencionais, mas que podem girar 180º para se virarem para a terceira fila. Mas os assentos podem ainda dobrar até se transformarem numa mesa. E tal como aconteceu na primeira geração da Espace, a E-Space também oferece uma consola móvel deslizante que pode alojar um frigorífico, purificador de ar e controladores de video games, deslizando rumo aos assentos cujos ocupantes estão com vontade de jogar.