Donald Trump garantiu esta quinta-feira que representantes dos EUA estão a falar com a China sobre tarifas, poucas horas depois de Pequim negar que mantém conversações com os norte-americano sobre o assunto.

“Pode clarificar com quem é que esteve a falar da parte da China? Eles dizem que são notícias falsas que tenham falado sobre tarifas”, questionou um jornalista no início do almoço com o primeiro-ministro da Noruega, que está na Casa Branca para uma visita oficial.

Trump, citado pelo New York Times, respondeu de forma clara: “Eles tiveram uma reunião esta manhã, não interessa quem eles são. Poderemos revelar isso mais tarde, mas eles tiveram reuniões esta manhã. E nós temo-nos reunido com a China.”

O Presidente dos EUA utilizou várias vezes o pronome “eles” para se referir aos representantes não identificados que estão em contacto para mediar as alegadas conversações sobre as taxas alfandegárias.

Esta quinta-feira, Guo Jiakun, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, disse, citado pela Associated Press, durante um briefing diário que “a China e os EUA não estão a ter qualquer consulta ou negociação sobre tarifas, muito menos a chegar a um acordo”.

Afirmou mesmo que qualquer noção de progresso na matéria era tão infundada como “tentar apanhar o vento”.

Trump estará a ponderar cortar taxas alfandegárias à China para entre 65% e 50%

Os comentários da China surgiram depois de Trump ter garantido, na terça-feira, que as coisas estavam a correr “bem com a China” e que a taxa final de tarifas sobre as exportações chinesas iria baixar “substancialmente” dos actuais 145%.

“A posição da China é consistente e estamos abertos a consultas e diálogos, mas qualquer forma de consultas e negociações deve ser conduzida com base no respeito mútuo e de forma igualitária”, disse o porta-voz do Ministério do Comércio, He Yadong.