A Nissan prepara-se para revelar, nos próximos dias, os seus resultados financeiros do ano fiscal que terminou em Março, com os analistas a preverem inicialmente prejuízos na ordem dos 492 milhões de euros. Porém, as recentes declarações do construtor permitiram actualizar estes maus resultados para perdas próximas de 4,4 mil milhões de euros, o que, a confirmar-se, constituirá o pior resultado na história da marca e numa fase em que “está com a corda na garganta” e à beira da falência, o que acontece pela segunda vez em apenas 25 anos.

A trajectória da Nissan nos tempos mais recentes tem sido uma verdadeira montanha-russa. De salvo da falência pela Renault em 1999 ao divórcio da marca francesa para evitar a perda de controlo, o fabricante nipónico precisou de apenas seis anos para voltar a colocar-se à beira do precipício financeiro, de que tentou escapar à custa dos bolsos recheados de outro construtor, desta vez a Honda. Mais uma vez, foi a disputa em torno da autonomia de que a Nissan poderia gozar dentro da joint venture que levou a Honda a afastar-se.

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A Nissan deverá divulgar os resultados financeiros no próximo dia 13 de Maio, mas já admitiu que espera prejuízos entre 700 e 750 mil milhões de ienes, ou seja, entre 4,271 e 4,576 mil milhões de euros. Perdas desta dimensão vão certamente tornar mais difícil à marca reunir o tipo de empréstimos de que necessita para levar a cabo a reestruturação de que carece, bem como lançar os novos modelos que já anunciou e cortar cerca de 9000 postos de trabalho.