O lucro da Corticeira Amorim aumentou 2,1%, para 16,4 milhões de euros, no primeiro trimestre face ao mesmo período de 2024, tendo as vendas recuado 2,2% para 229,4 milhões de euros, anunciou esta quarta-feira a empresa.
“Num ambiente de elevada incerteza e volatilidade, decorrente do atual contexto geopolítico, que caracterizou os primeiros meses de 2025, a estabilidade das vendas da Corticeira Amorim evidencia a resiliência do nosso modelo de negócio”, considera o presidente e presidente executivo (CEO) do grupo, António Rios de Amorim, citado no comunicado.
Num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a corticeira refere que, excluindo o efeito de alteração do perímetro de consolidação decorrente da venda da participação na Timberman Denmark, as vendas teriam subido 1,3%.
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A par da venda dessas unidades, o grupo criou a Amorim Cork Solutions que, segundo indica no comunicado, “marca uma nova etapa na história da empresa. A melhoria significativa da rentabilidade desta unidade de negócio, já no final de março, evidencia os efeitos de uma gestão mais eficiente das operações e de otimização de ativos existentes”. É com esta etapa que o grupo aponta a um fortalecimento do negócio “não rolha”. E nesse âmbito anunciou, em comunicado, o encerramento da unidade em Sines, no Algarve, com transferência para Vendas Novas.
Conforme noticia o Jornal de Negócios, os habitantes perto da fábrica têm-se queixado do ruído e dos fumos, mas o grupo garante que a decisão de fechar a unidade é “uma decisão 100% assente em critérios de eficiência operacional e de reorganização industrial”, diz fonte oficial ao jornal.
Aos 31 trabalhadores da fábrica o grupo está a proposta a transferência para Vendas Novas, a 200 quilómetros de distância, “a partir de 9 de junho”, mas a empresa diz-se disponível, para quem não queira, “para negociar condições justas de indemnização com todos os trabalhadores que optem por não acompanhar esta transição”.