Quase 24 horas depois da final da Taça de Portugal, o Benfica deu seguimento às críticas de Rui Costa e Bruno Lage à arbitragem de Luís Godinho e respetiva equipa e reagiu através de um longo comunicado. No site oficial, os encarnados anunciam que vão realizar participações disciplinares a todos os árbitros envolvidos no jogo, assim como a Matheus Reis e Maxi Araújo, mas também exigem a divulgação dos áudios das comunicações entre Godinho e o VAR.

“No decorrer do atual mandato e sempre em defesa do futebol nacional, da credibilização desta indústria e do fairplay, da valorização das competições e do espetáculo, o Sport Lisboa e Benfica manteve uma postura de grande seriedade, intervindo de forma construtiva e positiva junto das instituições sempre que considerou necessário e não na praça pública […] E fizemo-lo na defesa intransigente do futebol português. No entanto, somos obrigados a admitir que o caminho de valorização não foi respeitado pelas entidades que o tutelam”, pode ler-se na introdução, seguindo-se depois sete medidas “em face dos graves acontecimentos” das últimas jornadas do Campeonato e da final da Taça que, no entender dos encarnados, “desvirtuaram por completo a verdade desportiva”.

O “siga siga” de Otamendi, o “valor” de Di María e o pedido de “ética e responsabilidade” de Boaventura: as reações do Benfica ao dérbis

No primeiro ponto, o Benfica confirma que vai “participar disciplinarmente da equipa de arbitragem e de VAR do jogo da final da Taça”, ou seja, Luís Godinho, Tiago Martins e as respetivas equipas. Depois, devido a “múltiplas agressões ao jogador Andrea Belotti”, anuncia a mesma participação em relação a Matheus Reis e Maxi Araújo. No terceiro ponto, exige então a “divulgação imediata dos áudios entre árbitro e VAR da final da Taça de Portugal”, assim como “as notas que lhes venham a ser atribuídas”.

Na quarta medida, o clube encarnado indica que vai realizar “uma exposição à FIFA, à UEFA e ao IFAB” devido à “ilícita aplicação do protocolo VAR em Portugal”. O Benfica exige ainda ao recém-eleito Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol “uma posição pública, onde apresente medidas e soluções concretas que corrijam a sua atuação, sob pena de não ter condições para continuar em funções”.

A despedida inglória de Di María e as críticas de Rui Costa depois de “duas semanas difíceis”: “Há coisas que ultrapassam todos os limites”

No sexto ponto, os encarnados revelam que vão suspender a própria participação nos grupos de trabalho da Liga Centralização e solicitar ao Governo uma audiência com caráter de urgência para informar de que, “neste momento, não estão reunidas as condições para avançar com este processo”. Por fim, na última medida, o Benfica informa a Federação Portuguesa de Futebol de que, “enquanto a verdade desportiva não prevalecer nas competições nacionais”, o Estádio da Luz não está disponível para receber jogos da Seleção Nacional.

“O Sport Lisboa e Benfica exige que a próxima temporada seja decidida em campo, de forma transparente, o que não sucedeu na época desportiva que agora finda. Nós assumimos sempre as nossas responsabilidades. Exigimos que quem tutela e rege o futebol português também assuma as suas”, termina a nota.

O “siga siga” de Otamendi, o “valor” de Di María e o pedido de “ética e responsabilidade” de Boaventura: as reações do Benfica ao dérbis