Mais um Campeonato, mais uma meia-final do playoff, mais um cruzamento entre Sporting e FC Porto. Até aqui, o filme era em tudo idêntico ao que se passou em 2023/24, quando os dragões ganharam nas grandes penalidades do jogo 5 para se qualificarem para a decisão onde iriam derrotar o Benfica para conquistarem o título (e a dobradinha). No entanto, muito mudara: os leões, agora com Edo Bosch no comando, ficaram em segundo da fase regular e partiam com o fator casa moralizados também com a vitória na Taça de Portugal 35 anos depois, ao passo que os azuis e brancos, terceiros na fase inicial da prova, tentavam curar as feridas de uma temporada em que perderam a Supertaça, a Taça de Portugal e também a Liga dos Campeões.

Um empate que sabe a derrota: FC Porto e Sporting empatam no Dragão Arena e deixam Benfica na liderança a uma jornada do fim da fase regular

“É uma meia-final e o primeiro de uns possíveis cinco jogos. Vamos encontrar um rival muito difícil. Sabemos a qualidade individual e coletiva do FC Porto mas estamos preparados e tranquilos para o jogo 1. Estamos onde queremos e a motivação tem de ser uma das nossas armas. Mensagem do treinador? Foi a mesma de sempre, estarmos focados a 100% e trabalharmos dia a dia para as coisas ficarem mais fáceis nos jogos. Contamos também mais uma vez com os adeptos, esperamos por eles. Precisamos deles, é o momento em que mais precisamos”, destacara Nolito Romero, uma das figuras do Sporting.

“Os resultados positivos ajudam sempre mas a verdade é que antes dos dois jogos com a Juventude Pacense tivemos semanas boas de treino. Isso dá-nos confiança para enfrentar as meias-finais com garantias. Este ano eles têm o fator casa e nós temos que conseguir vencer fora para passar. Temos duas oportunidades, esta é a primeira e sabemos que a pressão está do lado de quem tem o fator casa mas saberemos jogar com isso para tentar trazer a vitória, anular o fator casa e preparar o jogo 2 com o conforto de uma vitória fora. Conhecemos o plantel e o estilo de jogo do Sporting e estamos a trabalhar tendo isso em conta. São uma equipa que cria muitas oportunidades mas que também dá opções ao rival, por isso tentaremos enfrentar da melhor forma essas debilidades para obtermos um rendimento positivo”, apontara o técnico Ricardo Ares.

Era nestes moldes que surgia o jogo 1 no Pavilhão João Rocha, depois de o Sporting ter de ir à “negra” para bater a Sanjoanense e o FC Porto ter ganho em dois encontros frente à Juventude Pacense. E se na fase regular os leões ganharam em casa (4-0) e empataram fora num jogo com muita polémica à mistura (3-3), agora as meias-finais começaram com novo triunfo verde e branco pela margem mínima (3-2), numa noite em que também o Benfica, líder da primeira fase, bateu o Óquei de Barcelos na Luz por 4-3.

O encontro começou praticamente com o primeiro golo do jogo, com Alessandro Verona a assistir Rafa Bessa para um desvio praticamente sem ângulo que bateu Xavi Malián (2′). Essa vantagem tranquilizou a equipa do Sporting, que teve na gestão dos momentos do jogo a sua melhor arma para ir tentando travar as tentativas de reação esboçadas por um FC Porto sem grandes argumentos ofensivos e que foi encontrando sempre um Ângelo Girão a encher a baliza. Assim, e até ao intervalo, seriam mesmo os leões a aumentar o avanço após uma paragem técnica dos dragões, com João Souto a fazer aquilo que Nolito Romero não conseguira após um cartão azul a Ezequiel Mena (5′) e a transformar um livre direto após falta de Rafa sobre Bridge (19′).

O segundo tempo teve características diferentes, com o FC Porto a correr mais riscos e a subir as linhas de pressão em busca do golo que pudesse reabrir a partida, mas foi o Sporting que voltou a marcar num lance em que Facundo Bridge teve todo o espaço pelo meio para atirar sem hipóteses para Xavi Malián (39′). O 3-0 parecia fechar as contas em definitivo mas os azuis e brancos teriam ainda uma palavra a dizer num final de encontro eletrizante: Hélder Nunes reduziu com um grande remate de meia distância do meio-campo que conseguiu finalmente bater Girão (45′), Ezequiel Mena fez o 3-2 após uma grande assistência de Rafa (47′) e tudo ficou em aberto até aos segundos finais, com o FC Porto a arriscar o 5×4 mas sem efeitos.

[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 2.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui.]