A operação no antigo centro comercial em Queluz, concelho de Sintra, resultou num detido, quatro estabelecimentos encerrados e 257 estrangeiros fiscalizados, tendo sido detetada a falta de condições de segurança gerais no espaço, adiantou à Lusa fonte da PSP.
De acordo com os resultados finais da operação no estabelecimento comercial conhecido como Antigo Centro Comercial de Queluz, concelho de Sintra e distrito de Lisboa, além de um detido, por permanência ilegal em território nacional, quatro pessoas foram notificadas para abandono voluntário do país.
Na operação, que além da Divisão Policial de Sintra e do Núcleo de Estrangeiros e Controlo Fronteiriço da PSP de Lisboa envolveu a ASAE, Proteção Civil Municipal de Sintra, Autoridade Tributária (AT) e Polícia Municipal de Sintra, foram fiscalizados 257 estrangeiros, referiu fonte da PSP à agência Lusa.
Foram ainda levantados dois autos por falta de Mera Comunicação Prévia. No estabelecimento comercial foi detetada a “ausência de normas de Segurança Contra Incêndio em Edifícios (SCIE) e insalubridade”.
Segundo os dados da PSP, o edifício está sem condições gerais de segurança, tem infiltrações, humidade, existência de colónias biológicas. As instalações de eletricidade, gás e água estão sem cumprimento das regras de instalação e há tetos falsos em risco de queda, tendo sido detetados outros riscos estruturais, aponta ainda.
Como resultado da operação quatro estabelecimentos foram encerrados por falta de cumprimento de requisitos e foram levantados dois autos de natureza criminal por “géneros alimentícios avariados / corruptos”, quatro autos por falta de emissão de fatura, 34 autos por Infrações diversas, um auto por contrafação e um auto por estupefaciente.
O subintendente da Polícia de Segurança Pública (PSP) Sérgio Soares tinha adiantado anteriormente à Lusa que a operação teve início pelas 15h45 desta quarta-feira na “sequência de várias notícias de irregularidades naquele local”.
Na operação no mês passado, a PSP tinha explicado que as autoridades verificaram que o espaço comercial tinha “ocupação excessiva dos estabelecimentos comerciais, sem controlo do número de clientes”, enquanto um elevado número de pessoas nos corredores interiores e na zona exterior consumia bebidas alcoólicas.
As autoridades detetaram também intenso “fumo de tabaco e odor a substâncias que tudo levava a crer serem produto estupefaciente no interior do edifício, em incumprimento da legislação em vigor”.
A PSP realçou também que o edifício não tinha sinalização de emergência, nem planos de evacuação visíveis, “em total incumprimento às normas de segurança Contra Incêndio em Edifícios (SCIE).