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Gyökeres estreia-se na capa da Vogue Escandinávia, mas sente-se em casa é no campo (e em Lisboa)

Este artigo tem mais de 1 ano

O jogador do Sporting apresentou-se ao mundo da moda na capa da revista Vogue Escandinávia, onde partilhou as suas rotinas de treino e o seu amor por Lisboa. Mas a postura reservada manteve-se.

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Twitter Vogue Scandinavia

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Ao longo de uma época, Viktor Gyökeres somou vitórias: um campeonato, uma Taça de Portugal, um troféu de melhor marcador da Liga. Com o fim da época futebolística, o avançado do Sporting virou-se para outros campos e estreou-se na capa da Vogue Escandinávia. O jogador sueco recebeu a revista na sua casa na margem sul to Tejo, onde admitiu o desconforto com o mundo da moda (por oposição ao mundo do futebol), partilhou a sua rotina de treino diária e elogiou o ritmo de vida da capital portuguesa.

A questão era simples: como é um dia na vida de Viktor Gyökeres? A rotina passa por acordar apenas 15 minutos antes de sair de casa e seguir para treinos na academia do Sporting em Alcochete. À tarde, de regresso a casa — e depois de uma breve sesta — vem a parte do dia mais à portuguesa: ir jantar fora. “Na cultura sueca, acho que as pessoas trabalham mais durante a semana e depois fazem o que querem aos fins-de-semana. Aqui, as pessoas aproveitam também os dias de semana”, explicou.

Agora, habituado ao novo ritmo de vida e ao calor do sul da Europa, admite que um regresso à terra Natal seria uma readaptação difícil. “Acho que Lisboa é uma das melhores cidades na Europa…sinto-me em casa“, acrescentou. “Casa” essa que inclui a língua, que está a estudar. Nos dias em que não está a jantar fora ou a aprender português, podem encontrá-lo a jogar Call of Duty, partilhou.

Com o tema da saída de Lisboa em cima da mesa, Gyökeres recusou falar do mercado de transferências de verão. “É tudo clickbait. As notícias sobre desporto são constantes, 24/7, portanto eles encontram coisas para falar”, criticou. Ainda no mundo de futebol, lembrou a infância passada em Estocolmo, a admirar ídolos como o sueco Zlatan Ibrahimović e o português Cristiano Ronaldo e em que o futebol profissional era apenas um sonho de criança. O sonho só se tornou realidade por insistência do pai, que era jogador amador e treinador.

[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 3.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui e o segundo aqui.]

O desporto foi apenas tema de passagem: não houve revelações chocantes, nem notícias exclusivas. Mais do que isso, a entrevista serviu de apresentação mútua entre o mundo da moda e Viktor Gyökeres. O jogador do Sporting admitiu que as expectativas para este novo mundo eram baixas. Não por ser o centro das atenções, algo a que diz estar habituado dentro do campo. A diferença é o foco que coloca no jogo, que afasta tudo o resto. No final de contas, Gyökeres admitiu que se tinha sentido confortável e até se tinha divertido neste novo papel.

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