A transportadora ferroviária Fertagus, que faz a travessia da Ponte 25 de Abril, anunciou esta quinta-feira que vai manter a oferta habitual de dia útil no feriado municipal de Lisboa, de 13 de junho.

Em comunicado a empresa explica que a única alteração a registar consiste na circulação de comboios simples (composição de quatro carruagens) em todos os horários ao longo do dia. Na noite desta quinta-feira as mudanças são ligeiras, com os últimos comboios a partirem de Roma/Areeiro às 00h53 (até Setúbal) e 1h23 (até Coina). Em dias feriados, os últimos comboios costumam sair às 23h33 e às 00h43, respetivamente.

Lisboa celebra a 13 de junho o feriado de Santo António com festejos marcados para a noite desta quinta-feira com perturbações nos transportes da cidade devido à greve de 24 horas da Carris e ao plenário noturno do Metro. Contudo, numa resposta à suspensão no serviço anunciada pelo Metropolitano de Lisboa a partir das 20h00, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) anunciou algumas alternativas para “mitigar os impactos” da paralisação do metro.

Em nota de imprensa, a autarquia informou que a CP — Comboios de Portugal disponibilizará, durante a madrugada (período em que geralmente interrompe a circulação) um comboio por hora na Linha de Cascais e um comboio a cada 30 minutos na Linha de Sintra. Assim, partirão do Cais do Sodré comboios com destino a Cascais às 2h30, 3h30 e 4h30; e do Rossio, com destino a Sintra, às 1h30, 2h00, 2h30, 3h00, 3h30, 4h00, 4h30, 5h00 e 5h30.

A Linha da Azambuja será também reforçada com dois comboios durante a noite, às 1h30 e às 3h30, a partir de Santa Apolónia. Os 14 comboios especiais representam 21 mil lugares extra face à oferta regular, segundo nota de imprensa da CP. O serviço de transporte fluvial será reforçado, a partir do Terreiro do Paço, com barcos a saírem para Montijo/Seixal e Barreiro às 2h00 e às 5h00.

Entre as outras soluções apontadas, a autarquia refere ainda que haverá mais estações de tomada e largada de passageiros dos serviços de táxi e TVDE nas zonas de Martim Moniz, Praça da Alegria e Marquês de Pombal.

Já antes, em declarações à Lusa, o presidente da CML, Carlos Moedas, tinha anunciado que a utilização dos autocarros da Carris será gratuita a partir das 18h00 desta quinta-feira e até as 8h00 da manhã de sexta-feira. A CML recomenda a munícipes e visitantes que utilizem transportes públicos alternativos e se desloquem “a pé sempre que possível, especialmente para quem se dirige para as zonas mais centrais da cidade”. Carlos Moedas considerou “inaceitável” que a CML tenha sido avisada da paralisação [devido à realização de um plenário de trabalhadores] do Metropolitano de Lisboa apenas na quarta-feira à noite.

A antecedência do aviso não possibilita a programação de “serviços mínimos” e vai prejudicar os lisboetas “na noite mais importante da cidade”, reagiu, considerando a paralisação “inédita e inusitada”. “Isto não faz qualquer sentido e sobretudo num dia tão importante para Lisboa. São os lisboetas que estão a ser prejudicados por decisões e motivações políticas [e] estamos a prejudicar toda uma cidade. Acho que é inaceitável. Isto ultrapassa tudo”, lamentou.

Apesar do apelo da empresa que gere o metropolitano de Lisboa para o reagendamento do plenário desta quinta-feira, os trabalhadores vão manter a realização do plenário a partir das 20h00. “Não é uma ideia inédita nem inusitada. Fazemos muitas vezes plenários à noite e, quanto ao facto de dizerem que nesta altura não existe matéria de negociação que leve a esta questão, lembro que há um conjunto de 14 questões que, a serem acatadas, teriam desbloqueado este plenário”, disse à Lusa Sara Gligó, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans).