A associação portuguesa Oikos vai juntar-se aos povos indígenas nas Honduras para proteger áreas marinhas, um projeto que vai beneficiar 450 mil pessoas, informou a organização não-governamental para o desenvolvimento (ONGD).

O projeto, de cinco anos, será desenvolvido na região dos Cayos Miskito, um ecossistema considerado importante e que se encontra em perigo na costa atlântica das Honduras, explica a Oikos em comunicado.

“Trata-se de uma das maiores extensões de ilhas e recifes de coral da região mesoamericana, com habitats marinhos essenciais para espécies de grande valor ecológico e económico — como peixes, crustáceos e tartarugas marinhas. Esta biodiversidade é a base da subsistência e identidade das comunidades indígenas pesqueiras que habitam esta zona remota e vulnerável”, refere a organização no comunicado.

Estes ecossistemas estão sujeitos a pressões crescentes, como a sobrepesca e práticas de pesca destrutivas ou não reguladas, a contaminação dos recursos naturais, e a falta de regulamentos e de fiscalização.

Com financiamento do Blue Action Fund, uma organização internacional fundada na Alemanha, o projeto propõe uma “abordagem inovadora de cogestão participativa”, reconhecendo o papel das comunidades indígenas como guardiãs dos ecossistemas marinhos.

O projeto “Da Selva para o Oceano”, com um investimento de quase três milhões de euros, é o primeiro do Blue Action Fund liderado por uma organização com foco social, a Oikos, e não por uma ONG ambiental tradicional, diz-se no comunicado.

Segundo a organização portuguesa, a abordagem nas Honduras não tem precedentes no país e é também rara a nível internacional.