Um meteoro voltou a cruzar os céus de Portugal na noite de quinta-feira, tendo sido captado às 22h54 pela Estação AMS211 da Rede Internacional AllSky7, instalada no Observatório Astronómico de Braga. Numa publicação na página de Facebook do Planetário — Casa da Ciência de Braga, a organização relata que o bólide “foi visto por vários observadores”.
Mais tarde, a passagem do meteoro também foi registada pela Red Investigación Bólidos y Meteoritos de Espanha (SPMN, sigla inglesa), quando passava acima do Cabo de São Vicente, no Algarve, pelas 01h38. O corpo, segundo a publicação da SPMN na rede social X, “fragmentou-se em várias peças, sendo captado em Sanlúcar de Barrameda, em Cádiz”.
GRAN BÓLIDO ESPORÁDICO #SPMN240725B REGISTRADO AL SO DEL CABO DE SAO VICENTE, #PORTUGAL a las 1h38m44s TUC (3h38 CEST). El meteoroide se fragmentó en varias piezas, siendo captado desde Sanlúcar de Barrameda, #Cádiz por Miguel A. García @meteomeda. Listado https://t.co/dApS24LREh pic.twitter.com/FErPkIv66V
— Red Investigación Bólidos y Meteoritos (SPMN) (@RedSpmn) July 24, 2025
Meteoro registado pelo Planetário — Casa da Ciência de Braga
O Planetário de Braga explica, na sua publicação, que “a maioria dos meteoros são pequenos e passam despercebidos”, mas que os bólides “podem durar vários segundos e marcar intensamente o céu”, como se verificou na noite de quinta. Também são chamados de estrelas cadentes, elucida.
Por outro lado é considerado um meteoroide um objeto, rochoso ou metálico, que viaja pelo espaço e é mais pequeno do que um asteroide. A partir do momento em que entra na atmosfera, torna-se num meteoro, podendo os objetos particularmente grandes e brilhantes ser também chamados de bólides. Só se sobreviverem à entrada na atmosfera até atingirem o solo é que passam a ser considerados meteoritos.