Uma paragem de três semanas, uma notícia que prometia mudar o jogo no Mundial de Fórmula 1. Entre as dificuldades que Charles Leclerc e sobretudo Lewis Hamilton continuam a enfrentar na Ferrari, as mudanças que Adrian Newey vai preparando na Aston Martin e uma Mercedes apostada em reduzir o fosso para o topo de uma forma mais regular, a saída de Chris Horner da Red Bull para a entrada de Laurent Mekies poderia funcionar como fator de viragem entre o domínio dos dois pilotos da McLaren. Funcionou mesmo. E logo na primeira oportunidade em pista, a formação austríaca mostrou serviço com uma “surpresa” na sprint.
Max Verstappen vence corrida sprint do Grande Prémio da Bélgica de Fórmula 1
Na sequência de um grande arranque, Max Verstappen assumiu a dianteira da prova na manhã de sábado e conseguiu mesmo terminar à frente de Oscar Piastri e Lando Norris, mostrando que ainda existe gasolina nas ideias da Red Bull para colocar o tetracampeão mundial a discutir a difícil possibilidade de ir ainda ao quinto título mundial consecutivo na temporada em que mais se fala de uma hipotética saída para a Mercedes. A qualificação da parte da tarde trouxe um cenário diferente, com Norris e Piastri a rodarem três décimas mais rápido do que o neerlandês e Leclerc a relegar Verstappen para a quarta posição da grelha, mas o aviso estava deixado: a mudança técnica na Red Bull pode ter impacto naquilo que será o resto do Mundial. Até onde era o que se veria na corrida deste domingo, com os McLaren a tentarem provar o seu favoritismo.
Norris conquistou pole position para o Grande Prémio da Bélgica de Fórmula 1
“É muito difícil em apenas duas semanas dizer que muitas coisas precisam mudar do nada. É uma questão de começar o relacionamento e entender como todos estão a trabalhar. A certa altura, começamos a chegar a conclusões e talvez queiramos mudar algo. Mas isso é algo que só vai acontecer nas próximas semanas, meses, agora ainda é muito cedo. O Laurent [Mekies] está muito interessado e motivado, e também é isso que nós queremos. Dou-me muito bem com ele e tem sido um início muito bom”, comentara Max Verstappen, a propósito do fim de semana na Bélgica. “A equipa fez um trabalho extraordinário. O Max resistiu à pressão do Oscar [Piastri] durante 15 voltas não sendo o mais rápido. Foi impressionante a gestão dos pneus e a defesa da posição. Agora teremos uma redefinição das escolhas para encararmos o resto do fim de semana”, acrescentou o novo diretor francês, elogiando o trabalho do neerlandês na corrida sprint.
Os dados estavam lançados para uma corrida onde Lando Norris poderia recuperar a liderança do Mundial tendo em conta a pole position e os nove pontos de atraso face ao seu companheiro de equipa, Oscar Piastri, entre outras curiosidades como a capacidade de Charles Leclerc manter a Ferrari nos lugares de frente em contraponto com a qualificação falhada de Lewis Hamilton, a confiança de Alexander Albon ao sair com o seu Williams da quinta posição, os argumentos para Yuki Tsunoda fazer o seu melhor resultado na Red Bull saindo da sétima posição ou a vontade de Kimi Antonelli corrigir o 18.º lugar na qualificação que fez com que deixasse a pista e chegasse à zona de entrevistas rápidas em lágrimas. Fatores importantes? O início da corrida e a capacidade de adaptar estratégias ao que fosse acontecendo numa pista maior com menos voltas.
O início da corrida está suspenso, devido às condições climatéricas ⛈️#DAZNF1 pic.twitter.com/S2mf0AsOdh
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O Max não foi o maior fã das decisões que se tomaram em Spa ????️#DAZNF1 pic.twitter.com/0pX3uTwpoD
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Tudo o que estava preparado, teve de ser mudado. Logo na volta de formação, os comissários entenderam que não estavam reunidas condições para a corrida começar devido à chuva e houve uma espera de mais de uma hora que fez com que a prova começasse… quando devia estar a terminar. “It’s a bit silly“, ainda atirou Max Verstappen no rádio, sabendo que quanto mais tempo demorasse o início, pior seria para o carro que tinha preparado para a corrida. Imperou a segurança, imperou a prudência, imperou depois Oscar Piastri, que aproveitou a volta de saída para encontrar o ponto certo de ultrapassagem para ficar à frente de Lando Norris sem que o britânico tivesse a mínima capacidade de reagir à manobra do piloto australiano.
1h30 depois, arranca o Grande Prémio da Bélgica e Piastri com um arranque perfeito ⭐#DAZNF1 pic.twitter.com/BreWRaCOsr
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Tempo di martello ????️#DAZNF1 pic.twitter.com/D2koh3SnJS
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As mudanças não eram muitas, as batalhas estavam definidas: Piastri e Norris pela vitória, sendo que nunca houve capacidade por parte do líder do Mundial em ganhar a vantagem que passou a ter depois da primeira paragem nas boxes que o colocou com sete segundos de avanço; Leclerc e Max Verstappen pelo pódio, com o piloto neerlandês a esboçar algumas vezes a passagem apesar das dificuldades em acompanhar o Ferrari em velocidade de ponta; muitos carros a tentarem subir o possível numa linha que respeitava a grelha à exceção da quinta posição, com George Russell a passar para a frente de Alexander Albon e Lewis Hamilton a mostrar andamento para subir vários lugares com um ritmo de corrida ao nível dos melhores.
Esta batalha está a ficar quentinha ????#DAZNF1 pic.twitter.com/uijRpy84jy
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Kimi com uma boa ultrapassagem, mas Ocon responde logo a seguir ⚔️#DAZNF1 pic.twitter.com/IVF4mSrvT8
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Se antes havia muito para contar, se recuando até ao ano passado havia ainda mais para recordar (George Russell perdeu a vitória por ter um carro abaixo do peso definido como mínimo regulamentar), durante a corrida não foi assim, com a segunda ronda de paragens a chegar com a queda a pique de Isaac Hadjar para a 20.ª e última posição depois de ter saído do top 10 e a passagem de Tsunoda para 12.º a serem os pontos de maior interesse entre a liderança de Piastri mais sólida face a Norris e o maior à vontade de Leclerc a defender a derradeira posição do pódio frente a Max Verstappen. As nuvens iam aparecendo, o vento estava diferente, o risco de chuva na parte final ia passando com as estratégias a assumirem pista seca até ao fim.
'Nicely done, nicely f***** done' ????#DAZNF1 pic.twitter.com/IIyqsTskdU
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Três amigos a verem os melhores momentos da corrida ????#DAZNF1 pic.twitter.com/8BFU3y8tvE
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A história do Grande Prémio da Bélgica estava escrita, com Lando a forçar ao máximo o ritmo na parte final mas apenas para reduzir a diferença para o vencedor Piastri e Leclerc a agarrar-se com tudo ao último lugar do pódio com os pneus no limite que levaram a um pequeno erro sem impacto. Max Verstappen, George Russell, Alexander Albon, Lewis Hamilton (que teve outra corrida fantástica a subir mais de dez lugares), Liam Lawson, Gabriel Bortoleto e Pierre Gasly fecharam o top 10, com Tsunoda a ficar em 11.º. Com isso, o australiano reforçou também a liderança no Mundial de 2025, aumentando não só a vantagem para o companheiro Lando Norris mas também, ou sobretudo, para Verstappen nesta segunda vida na Red Bull.
RACE CLASSIFICATION
Another assured drive from Oscar Piastri as he extends his championship lead ????#F1 #BelgianGP pic.twitter.com/6k423dp94r
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DRIVER STANDINGS (after 13/24 rounds)
Piastri opens up a 16-point gap over Norris#F1 #BelgianGP pic.twitter.com/VJfSFySLWh
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TEAM STANDINGS (after 13 rounds)@McLarenF1 extend their advantage to 268 points ????#F1 #BelgianGP pic.twitter.com/RoLafC0J8m
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