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Presidente sul-coreano saúda acordo com EUA e diz que reduz incerteza

Este artigo tem mais de 1 ano

Presidente sul-coreano saudou o acordo de reduzir de 25% para 15% as tarifas sobre os produtos importados para os EUA, adimitindo que as negociações eram uma "prioridade" desde que chegou ao poder.

epa12259838 A handout photo made available by the Presidential Office shows South Korean President Lee Jae Myung speaking by phone with Uzbek President Shavkat Mirziyoyev at his office in Seoul, South Korea, 25 July 2025.  EPA/Presidential Office / HANDOUT SOUTH KOREA OUTHANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES
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▲A Coreia do Sul é o principal parceiro comercial dos Estados Unidos na Ásia, juntamente com o Japão

Presidential Office / HANDOUT/EPA

▲A Coreia do Sul é o principal parceiro comercial dos Estados Unidos na Ásia, juntamente com o Japão

Presidential Office / HANDOUT/EPA

O Presidente da Coreia do Sul saudou esta quinta-feira o acordo alcançado com Washington para reduzir de 25% para 15% as tarifas sobre os produtos sul-coreanos que chegam aos Estados Unidos, declarando que ajuda a reduzir incertezas.

“Ultrapassámos um grande obstáculo”, escreveu Lee Jae-myung na rede social Facebook, acrescentando que as negociações com os Estados Unidos eram uma prioridade desde que chegou ao poder, no início de junho, e que durante as conversações tinham dado prioridade “apenas ao interesse nacional”.

“Com este acordo, o Governo elimina a incerteza no ambiente de exportação e, ao igualar ou reduzir os direitos aduaneiros dos EUA sobre as nossas principais exportações, em relação aos principais concorrentes, criaram-se condições para competir numa base igual ou superior à dos outros países”, afirmou Lee.

De acordo com Lee, o pacto prevê um investimento de 350 mil milhões de dólares (306 mil milhões de euros) por parte da Coreia do Sul em indústrias estratégicas fundamentais, o que vai apoiar a entrada de empresas sul-coreanas no mercado norte-americano em setores como construção naval, semicondutores, baterias secundárias, biotecnologia e energia.

Em particular, um fundo de 150 mil milhões de dólares (131 mil milhões de euros) vai ser destinado exclusivamente à cooperação no domínio da construção naval. “Apoiará fortemente a entrada das nossas empresas no setor da construção naval dos EUA”, afirmou o Presidente sul-coreano.

De acordo com os pormenores deste pacto revelados anteriormente pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, Seul vai comprar 100 mil milhões de dólares (87,5 mil milhões de euros) em gás natural liquefeito e outros produtos energéticos norte-americanos.

Além disso, adiantou Trump, a Coreia do Sul estará “completamente aberta” ao comércio com os Estados Unidos, facilitando a compra de automóveis e produtos agrícolas norte-americanos.

“Há dois lados numa negociação, por isso não é fácil. O importante não é que um deles fique com todos os benefícios, mas que se chegue a um resultado mutuamente favorável”, afirmou ainda o Presidente Lee, acrescentando que o acordo “é o resultado da convergência entre o interesse dos EUA em reconstruir a sua indústria transformadora” e a vontade sul-coreana em “reforçar a competitividade” das empresas no mercado norte-americano.

O dirigente manifestou esperança de que o acordo comercial contribua para reforçar a cooperação industrial entre os dois países “e que a aliança bilateral seja reforçada”.

O acordo entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos surge um dia antes do fim do prazo dado por Trump para impor unilateralmente tarifas aos parceiros comerciais caso não seja alcançado um consenso prévio.

A Coreia do Sul é o principal parceiro comercial dos Estados Unidos na Ásia, juntamente com o Japão. Com o Japão, a administração Trump também concordou em reduzir as tarifas de 25% para 15%.

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