Foi a 12 de agosto de 2023, há apenas dois anos. Contra o Vizela, na primeira jornada do Campeonato e em Alvalade, Viktor Gyökeres bisou e fez dois dos golos da vitória do Sporting no dia em que se estreou perante os adeptos leoninos. Apenas dois anos depois, a 17 de agosto de 2025, contra o Arouca e na segunda jornada do Campeonato e em Alvalade, Luis Suárez bisou e fez dois dos golos da vitória do Sporting no dia em que se estreou perante os adeptos leoninos.

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Depois de ter ficado em branco tanto na Supertaça Cândido de Oliveira, contra o Benfica, como no arranque do Campeonato, contra o Casa Pia, Luis Suárez conseguiu finalmente estrear-se a marcar pelo Sporting e fez dois dos seis golos dos leões contra o Arouca: marcou de grande penalidade, ainda na primeira parte, e na segunda repetiu o gesto com um pontapé violento já na área. Ainda esteve em simultâneo com Conrad Harder em campo, foi substituído por Alisson e, no final da partida, estava naturalmente satisfeito.

“Estou muito contente com a primeira vitória e os primeiros golos em casa. Isto é para os adeptos, que bem merecem, mas é importante continuar a trabalhar para o que aí vem. Eu estava tranquilo, porque sei que fiz um bom trabalho contra o Casa Pia e o golo era uma questão de tempo. Chegou hoje, mas o mais importante é que ajudei a equipa a conseguir a vitória”, disse o avançado colombiano.

Mais à frente, questionado sobre a difícil e complexa sucessão de Gyökeres, não teve meias palavras. “É um jogador muito top, como demonstrou aqui, onde deixou história, mas eu quero marcar a minha história, a do Luis Javier Suárez. Que este jogo seja o início de algo único também”, atirou, antes de comentar a concorrência saudável com Harder. “Ambos estamos preparados para jogar como titular ou a partir do banco. Acho que deixamos as coisas complicadas para o treinador escolher. A competição é saudável, jogue quem jogar, vai ser o melhor para a equipa”, terminou.

O Sporting somou a segunda vitória em duas jornadas, algo que aconteceu pela terceira temporada consecutiva, mas acrescentou um dado novo: também não sofreu qualquer golo, algo que não acontecia desde 2017/18. Para além de Luis Suárez, também Ricardo Mangas e Trincão bisaram — o lateral marcou na estreia, o avançado já leva três golos no Campeonato. Depois do apito final, Rui Borges estava contente com o resultado, mas não entrava em grandes euforias com a prestação da equipa.

“Foi um jogo onde queríamos entrar fortes, algo que tem sido a nossa imagem ao longo do tempo. Deixar um abraço a todos os que estiveram presentes, é importante a equipa sentir a energia com que fechámos a época e hoje foi o reviver dessa energia. É importante manter. Entrámos bem, fizemos o 2-0, entrámos a tentar pressionar e a não deixar o Arouca ganhar confiança, porque é uma equipa que gosta de jogar. Depois da expulsão o jogo muda, tivemos dez minutos em que começámos a perder mais bolas, mas rapidamente assentámos, tivemos alguma paciência e chegámos ao 3-0″, começou por dizer, revelando depois o que pediu ao intervalo.

“Ao intervalo disse para sermos sérios e irmos à procura de mais, manter a dinâmica. Na segunda parte é natural que tenhamos exagerado um pouquinho mais no jogo interior, está no ADN da maioria dos jogadores. Mantivemos a qualidade. Um jogo muito competente mas onde, apesar do resultado, são só três pontos”, completou.

Por fim, Rui Borges aproveitou ainda para elogiar a exibição de Debast, que foi titular no eixo defensivo ao lado de Gonçalo Inácio e na ausência do lesionado Diomande. “Nem preciso de falar muito, tem uma qualidade técnica acima da média. Tem de melhorar outras coisas em termos de posição, está a tentar melhorar. Não tenho dúvidas de que poderá ser dos melhores centrais do mundo porque é acima da média. O Quaresma ficou de fora e custa, tem dado uma resposta fantástica. Se fosse ele a jogar também ia cumprir na íntegra, estou feliz por ter o grupo que tenho”, concluiu.