Os Campeonatos da Europa em Paredes não têm acabado da melhor forma, as últimas fases finais de grandes competições desde a épica vitória no Mundial de Barcelona de 2019 frente à Argentina não têm acabado da melhor forma. Agora, no regresso às organizações em Portugal, esse era o principal objetivo – sem qualquer vislumbre da favoritismo, até por estar presente uma Espanha que é campeã mundial e tricampeão europeia, apenas com esse mote de uma candidatura assumida a reescrever a história. E o primeiro passo para isso era o encontro frente à Itália, que dava início à primeira fase da prova que acaba por ser mais competitiva num plano teórico… do que os quartos: com Portugal, Espanha, França e Itália a jogarem entre si para decidirem os melhores lugares no playoff, seguiam-se Suíça, Áustria, Andorra ou Alemanha. E, também, um aviso.

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Na antecâmara da partida de Portugal frente à Itália, a Espanha bateu a França pela margem mínima (2-1) num duelo que não teve golos na segunda parte. “Vai ser um campeonato extremamente difícil e a partir de amanhã [segunda-feira] vamos ter que mostrar a nossa melhor versão para superar nos obstáculos que nos forem colocados à frente. Vamos focar-nos no jogo a jogo… Agora só estamos focados na Itália e a partir daí pensaremos nos outros adversários”, tinha destacado Paulo Freitas, selecionador nacional que será treinador do FC Porto na próxima temporada, na antecâmara da partida com os transalpinos em Paredes.

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“Para o jogo de estreia contra a Itália podemos esperar uma Seleção muito focada, muito determinada, ambiciosa, muito solidária e à procura da primeira grande vitória. Vai ser um campeonato com muita qualidade, onde existem quatro candidatos para estar na grande decisão e queremos estar nessa decisão e para ganhar mas não nos podemos esquecer das coisas que temos de fazer e do nosso dia a dia”, salientara, dando o mote para essa primeira fase onde não se esperava uma supremacia acentuada de qualquer equipa perante o constante crescimento da equipa francesa e a renovação que foi sendo bem feita pelos italianos.

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Também Portugal entrava neste Europeu de Paredes com um conjunto diferente, olhando muito também para o que aconteceu na última época em termos desportivos para apostar em nomes como Vieirinha, Luís Querido, Miguel Rocha – todos campeões europeus pelo Óquei de Barcelos –, Rafa Bessa ou Guga Bento (neste caso, depois da retirada de Ângelo Girão que esteve a comentar o jogo na RTP) em vez de Telmo Pinto, João Rodrigues, Gonçalo Pinto e Xavi Cardoso, que tinham marcado presença no derradeiro Mundial em Novara que terminou com uma quarta posição da Seleção. No entanto, e depois da goleada conseguida na Golden Cat contra uma Itália que se mostrou irreconhecível no torneio de preparação, Portugal acabou por ir ao “engano” no jogo e acabou enganado, entrando em falso na prova com uma derrota por 3-2.

Cedo se percebeu que a goleada por 8-0 alcançada diante da Itália há pouco mais de uma semana teria pouco ou nada a ver com este arranque do Europeu: a Itália defendia bem, apostava com sucesso nas transições ofensivas rápidas que iam sendo travadas por Xano Edo e jogava também com alguma ansiedade que foi condicionando o arranque da Seleção, que teve uma primeira grande oportunidade num remate ao poste de Miguel Rocha (14′). Alvarinho teve também uma boa chance mas seriam mesmo os transalpinos a chegarem à vantagem, com Andrea Malagoli a rematar colocado após assistência de Francisco Ipiñazar depois de lance em que os jogadores portugueses tinham ficado a pedir falta na área contrária (16′). Portugal arriscou mais até ao intervalo, estendeu algumas vezes a defesa a campo inteiro para chegar ainda ao empate na primeira parte e alcançou o 1-1 antes do descanso, num remate cruzado de Alvarinho sobre a direita (23′).

O segundo tempo manteve a mesma toada, com a Itália a querer sobretudo defender bem para depois sair em transições (com Xano Edo a brilhar na baliza nacional, não ficando em nada atrás de Stefano Zampoli) e Portugal a tentar forçar em busca da reviravolta que colocasse a equipa a jogar na sua zona de conforto, com Alvarinho mais uma vez a ficar perto do golo com um remate na trave (35′). Chegava o momento em que as bolas paradas poderiam também ter influência, com Gonçalo Alves a ter um livre direto pela décima falta dos transalpinos mas a permitir a defesa a Zampoli (39′). No entanto, a insistência nacional acabaria por ser premiada, com Rafa a receber descaído sobre a esquerda num ataque 3×2 para o remate em jeito para o 2-1 (40′). O mais difícil parecia feito mas o encontro estava ainda a dez minutos do final.

Não demorou a haver uma reação da Itália, com muita sorte à mistura mas a contar como todas as outras: primeiro foi Francisco Ipiñazar a colocar a bola na área para um desvio de Xano Edo que bateu no patim de Gonçalo Alves e acabou por fazer o empate (41′), depois foi Alessandro Verona, jogador italiano do Sporting, a atirar sem hipóteses ao ângulo numa situação de 1×0 depois de mais uma grande oportunidade falhada por Portugal (42′). Paulo Freitas parava o jogo e pedia maior controlo dos momentos do jogo. “Vamos à procura de coisas simples. Ataca fora, corta dentro, tira espaço, recupera rápido, condiciona”, ia pedindo à espera de um golo que pudesse pelo menos evitar a derrota, com o cartão azul a Verona a ser a melhor oportunidade para o 3-3 apesar de Alvarinho ter falhado o livre direto (46′). Nem mesmo em power play conseguiu esse golo apesar das oportunidades, terminando em 5×4 sem guarda-redes sem evitar a derrota.