Os utentes inscritos para cirurgia e que não tenham uma resposta atempada para serem operados no Serviço Nacional de Saúde (SNS) vão receber uma mensagem de texto (SMS), que permitirá dirigirem-se a uma unidade privada para serem operados. A cirurgia será feita em unidades com convenção com o SNS.
A coordenadora do grupo de trabalho compara este modelo do SMS aos já conhecidos vales-cirurgia, que chegam aos utentes por carta e que propõem que seja operado noutros hospitais além do da área de residência, sejam públicos, privados ou do setor social. A diferença em relação aos vales-cirurgia é que o modelo dos SMS é mais “simples” do que enviar uma carta, disse Joana Mourão ao Jornal de Notícias (JN).
Segundo escreve o diário, esta é uma das medidas do novo Sistema Nacional de Acesso a Consultas e Cirurgias (SINACC), que vai substituir o atual Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC).
Para já, este contacto por SMS vai ser testado em três unidades locais de saúde, a partir de 15 de setembro. Segundo o JN, o objetivo passará por ter o sistema implementado em todo o país em novembro ou dezembro.
Hospitais privados querem revisão dos valores pagos pelo SNS para cirurgia
Caso seja ultrapassado o tempo recomendado de espera no SNS, os doentes vão receber um SMS com um número e poderão dirigir-se proativamente a uma unidade convencionada para serem operados. Os custos ficam a cargo do SNS. Se não aceitarem, continuarão na lista de espera do hospital público.
Haverá níveis de prioridade neste teste, um nível para os casos ditos “normais” e outro para os doentes urgentes. Se não for cumprido o tempo recomendado nos casos “normais”, será enviado um lembrete ao doente a pedir consentimento para ser adicionado à “pool”, uma lista a que os hospitais privados poderão aceder, explicou ao JN Joana Mourão, coordenadora do grupo de trabalho responsável pelo desenvolvimento do SINACC.
Utentes só usaram um em cada quatro vales cirurgia no 1.º semestre