Oitenta e uma, oitenta e duas, oitenta e três e a contar. Depois das três vitórias consecutivas na primeira semana da Vuelta (contrarrelógio individual, Jay Vine e Juan Ayuso), a que se seguiram mais quatro logo na semana seguinte tendo em conta que não houve um vencedor atribuído na tirada de Bilbau (Jay Vine, Juan Ayuso, João Almeida e Marc Soler), a UAE Team Emirates anda em festa pelas performances do mexicano Issac del Toro em corridas de um dia, somando três vitórias no GP Industria & Artigianato, no Giro della Toscana Memorial Alfredo Martíni e no Grande Prémio Cidade de Peccioli Coppa Sabatini que permitem ainda a sonhar com a fasquia dos 100 sucessos numa só temporada. Ainda assim, e a curto prazo, o objetivo é outro. É outro e, dentro do que já seria bom, vai desafiar o ótimo na chegada à Bola del Mundo.
83rd win of the season! The unstoppable Toritooooooo! ???????? ????????#WeAreUAE pic.twitter.com/q2XO20SMW1
— @UAE-TeamEmirates (@TeamEmiratesUAE) September 11, 2025
Após a etapa com chegada ao Alto de El Morredero onde João Almeida mostrou por uma rara ocasião mais dificuldades em acompanhar o “comboio” da frente, apesar de ter cedido apenas dois segundos para o líder Jonas Vingegaard entre a vitória de Giulio Pellizzari, os 50 segundos de diferença entre ambos seriam sempre complicados de retirar por completo mas, olhando para aqueles que foram os contrarrelógios entre ambos em 2025, havia esperança de uma aproximação que aguçasse ainda mais o interesse da penúltima etapa, no sábado. No entanto, os mais de 27 quilómetros praticamente planos que estavam previstos transformaram-se em pouco mais de 11 devido aos protestos pró-Palestina contra a Israel Premier Tech, minimizando aqueles que poderiam ser os ganhos do português ou do dinamarquês. Ainda assim, o “fosso” foi reduzido.
Num crono ganho por Filippo Ganna, um especialista que até fez um primeiro terço mais aquém antes de disparar para o melhor tempo, João Almeida foi o terceiro melhor entre um top 5 com três corredores de Emirates (Jay Vine foi segundo, Ivo Oliveira acabou em quinto) e ganhou dez segundos a Vingegaard, que não foi além da nona posição. Foi um quinto de conquista, não passou de um quinto de conquista. E, depois da etapa em Valladolid, foi o próprio dinamarquês a assumir que tudo poderia ser pior na distância original.
????⚪️???? @JayVine3 delivered a strong performance in Stage 18’s ITT at #LaVuelta25, narrowly missing victory to Ganna and taking an impressive 2nd place.
Our Portuguese ???????? duo also shone, ???? @JooAlmeida98 finished 3rd, with @IvOliveira96 in 5th.
Almeida continues to hold 2nd… pic.twitter.com/aiysFO9yUg
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“Ainda estamos na liderança, por isso estou feliz com o resultado. Para ser sincero, estou aliviado. Foi um contrarrelógio plano e muito rápido, que não me favorecia. Talvez a distância mais longa dos mais de 27 quilómetros não fosse também ao meu jeito, podia ter sido ainda mais a favor do João [Almeida]… As pernas estão boas, por isso estou feliz com o resultado do dia, feliz com o meu desempenho e com a situação em que me encontro agora”, assumiu o escandinavo, que foi segundo no Tour, prova que já ganhou em duas ocasiões.
???? Filippo Ganna se lleva la contrarreloj por 1" tras una exhibición de fuerza en Valladolid
❤️ Jonas Vingegaard sigue un día más con La Roja, aunque Almeida se acerca y sólo les separan 40"
???? Disfruta de los mejores momentos de la etapa 1️⃣8️⃣ de #LaVuelta25 pic.twitter.com/Ig9yNypAww
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“Para ser honesto, estou bastante aliviado. Foi um contrarrelógio plano e muito rápido, penso que isso favoreceu os ciclistas mais fortes do que os de cerca de 60 quilos. Acho que fiz um bom contrarrelógio. Num contrarrelógio plano como este, conseguir este tempo deixa-me contente. Nunca atingi uma média de 55 km/hora num contrarrelógio, por isso posso ficar satisfeito com o meu rendimento. Continuo na liderança a três etapas do final, agora é preciso concentrar-me nos próximos dois dias, que serão difíceis, mantendo o foco. Foi um bom dia para mim, vamos ver como corre”, assumiu o camisola vermelha da Vuelta.
???????? #LaVuelta25
???? “This course suited the heavier riders, so I’m definitely pleased with this ninth place.” – Jonas Vingegaard
Read more in our race report! ✍️
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Também João Almeida admitiu que poderia ter maiores benefícios se não tivesse existido qualquer mexida no traçado original da etapa, quase num remake do que tinha acontecido na antecâmara da Volta a Espanha quando disse ter todas as condições para terminar o Tour no pódio antes da queda onde fraturou uma costela e foi forçado a desistir. “Fiz o melhor que pude. É uma pena que não tenham sido os 27 quilómetros mas é o que é… Se fosse o contrarrelógio completo? Nunca vamos saber, a vida está feita de ‘ses’… Não podemos pensar muito nisso. Mas senti-me muito forte. Podemos ficar muito satisfeitos com o resultado. O cenário é o mesmo para todos”, destacou o corredor de A-dos-Francos também aos microfones do Eurosport.
JONAS ???????? JOÃO#LaVuelta25 pic.twitter.com/hPP9vqfvyP
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“A minha maneira de pensar é a mesma desde o primeiro dia. Fazemos o melhor que podemos todos os dias, às vezes temos dias bons, outras vezes temos dias maus. É igual para todos. Temos de estar focados e fazer o nosso melhor. É tudo o que podemos fazer, controlar o que podemos controlar”, completou João Almeida, que além de reduzir a distância para a camisola vermelha de 50 para 40 segundos conseguiu ainda reforçar a segunda posição da geral com quase dois minutos de vantagem sobre Thomas Pidcock, que se defendeu da melhor forma de Jai Hindley na luta pela última posição do pódio. Aqui, na luta pelo top 5 entre Pellizzari, Matthew Riccitello e Felix Gall e no duelo pela vitória na geral, ainda continua tudo em aberto. E depois de uma tirada entre Rueda e Guijuelo esta sexta-feira que deverá terminar com uma decisão ao sprint, tudo ficará encerrado no sábado, na última grande etapa com chegada a subir na serra de Guadarrama.