Existem os atletas, os atletas de topo e os atletas que conquistam medalhas. Depois, existem os extraterrestres — e Armand Duplantis já voou tão alto que nem aí parece pertencer. Esta segunda-feira, o sueco sagrou-se tricampeão mundial do salto à vara e quebrou o recorde mundial da modalidade pela 14.ª vez, estabelecendo-o agora nos 6.30 metros.

Aos 25 anos, Armand Duplantis superou em um centímetro a marca que tinha alcançado há pouco mais de um mês, no início de agosto, numa etapa do World Tour em Budapeste. Nos Mundiais de Atletismo que estão a decorrer em Tóquio, o atleta sueco quebrou o próprio recorde no terceiro ensaio, sendo saudado e aplaudido por todos os que também estavam a competir na final e obviamente ovacionado pelo público presente nas bancadas do Estádio Nacional da capital do Japão.

Depois de ter sido campeão mundial nas duas últimas edições, em Eugene 2022 e Budapeste 2023, o sueco carimbou a terceira medalha de ouro em Mundiais — sendo que é também bicampeão olímpico, entre Tóquio e Paris, e tricampeão europeu. Pelo meio, esta foi já a quarta vez que Armand Duplantis quebrou o recorde do mundo em 2025: começou em fevereiro e em França, com 6.27 metros, continuou em junho e em Estocolmo, com 6.28 metros, chegou então aos 6.29 em agosto e em Budapeste e agora, no Japão, aos 6.30 metros.

No campeonato dos outros, o grego Emmanouil Karalis ficou com a medalha de prata, com 6 metros, e o australiano Kurtis Marschall com o bronze, com 5.95 metros. Armand Duplantis assinou assim as 14 melhores marcas de sempre, começando a quebrar o recorde do mundo em 2020 e quando superou os 6.16 metros do francês Renaud Lavillenie, que durou quase seis anos — ou seja, no espaço de cinco anos está a saltar mais 14 centímetros.

Nascido no Louisiana, Estados Unidos, em novembro de 1999, Armand Duplantis é filho de pai norte-americano e mãe sueca — tendo decidido representar o país escandinavo ainda adolescente, em homenagem à mãe e também aos avós, com quem passava todos os verões. O pai saltou à vara quando era jovem, enquanto que a mãe foi jogadora de voleibol e também praticou heptatlo, com os dois a fazerem parte da atual equipa técnica do jovem sueco.