Seis bombeiros ficaram feridos na tarde desta sexta-feira no combate a dois incêndios no distrito de Viseu, adiantou ao Observador fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil Viseu Dão Lafões.

Segundo esta fonte, dois dos bombeiros ficaram feridos no incêndio de Castro Daire, após um veículo de combate a incêndio ter ficado parcialmente queimado, sendo que foram assistidos por inalação de fumo. O comandante dos Bombeiros Voluntário de Farejinhas, Horácio Ribeiro, revelou ainda ao Observador uma outra situação, no mesmo incêndio: um “bombeiro de Tarouca que sofreu um trauma na perna e terá sido levado para o Hospital de Lamego.”

Outros quatro bombeiros sofreram ferimentos ligeiros no fogo que deflagrou na localidade de Maeira de Baixo. Todos foram transportados para várias unidades hospitalar de Viseu. Este incêndio, pelas 23h30, foi entretanto dado como controlado, segundo o Comando Sub-regional de Viseu Dão Lafões.

O comandante dos Bombeiros Sapadores de Viseu, Rui Nogueira, indicou à Lusa que o incêndio em Maeira de Baixo “chegou a entrar no concelho de Vila Nova de Paiva, na zona de Queiriga, mas graças à rápida intervenção dos bombeiros e à elevada qualidade dos trabalhos dos operacionais, foi possível dominar” as chamas nessa zona.

O fogo era combatido, pelas 23h45, por 424 operacionais, apoiados por 140 veículos, segundo informação disponível na página da Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). O alerta tinha acontecido pelas 11h56 para a localidade na União de Freguesias Barreiros e Cepões, no concelho de Viseu.

Já o incêndio de Castro Daire mobilizava ainda, pelas 00h05, 522 operacionais e 166 meios terrestres, chegando a ameaçar a aldeia de Lazarim, no concelho de Lamego, segundo o site da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Fogo em Oliveira do Hospital mobiliza 9 meios aéreos. Autarca diz que “objetivo é combater o incêndio antes do início da noite”

Um outro incêndio florestal em Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra, mobilizava pelas 00h05 um total de 148 meios terrestres e 499 operacionais. Pelas 20h00, o incêndio já tinha passado para o concelho vizinho de Nelas, distrito de Viseu, disse à agência Lusa fonte autárquica.

O presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, Francisco Rolo, adiantou que, ao final da tarde, as chamas atravessaram o rio Mondego e alastraram ao concelho de Nelas, no seguimento de uma linha de fogo de alguns quilómetros que está por controlar.

“O incêndio não está controlado e vamos ter muito trabalho noturno”, disse o autarca, referindo que os meios terrestres estão a ser reforçados e que as condições climáticas (humidade e ausência de vento) podem ajudar no combate.

As chamas eclodiram na localidade de Póvoa de São Cosme, na União de Freguesias de Ervedal e Vila Franca da Beira, pelas 13h25.

Mais cedo, foi necessário proceder à retirada de mais de duas dezenas de pessoas das suas casas em Oliveira do Hospital, disse à agência Lusa o presidente da Câmara.

“Por precaução, entre duas a três dezenas de pessoas foram retiradas porque o fogo avançou para norte e colocou as suas casas em perigo”, disse o autarca, embora não se tivesse registado nenhuma habitação afetada. As pessoas retiradas de casa foram instaladas numa zona abrigo em Seixo da Beira.

“O fogo andou nas imediações da aldeia da Póvoa de São Cosme e na encosta do Mondego que divide o distrito de Coimbra do distrito de Viseu”, adiantava ao Observador José Francisco Rolo, autarca Oliveira do Hospital.

No terreno, estão também três máquinas de rastos acionadas pelo município de Oliveira do Hospital, que estão a criar zonas de descontinuidade para ajudar ao combate.

À tarde, o autarca dizia que o objetivo era combater o incêndio antes do início da noite. “Os pedidos que fizemos foi para um ataque musculado nesta fase, até para evitar que o fogo passe o Rio Mondego e passe para Nelas ou Carregal do Sal”, adianta José Francisco Rolo, cenário que se veio a concretizar.

Segundo Francisco Rolo, o fogo já percorreu três freguesias do concelho – Ervedal, Vila Franca da Beira e Seixo da Beira e as máquinas de rastos estavam, ao final da tarde, a criar faixas de proteção à aldeia de Felgueira Velha, junto ao rio Mondego, para precaver qualquer mudança na orientação do incêndio.