Quase cinco anos depois, um regresso ao universo benfiquista de alguém com mais de três décadas de ligação ao clube: João Correia, advogado desde 1976 que trabalhou com o clube da Luz desde o Verão Quente do ano de 1993 até 2021, será o candidato à Mesa da Assembleia Geral proposto pela lista de Luís Filipe Vieira.

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Licenciado e pós-graduado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, João Correia é sócio fundador da CSA – Correia, Seara, Caldas, Simões & Associados, e membro ativo em várias comissões de revisão legislativa. Exerceu funções governativas como secretário de Estado da Justiça no XVIII Governo Constitucional (2009–2010), foi membro efetivo da Comissão de Veneza, do Conselho da Europa, foi vice do Conselho Geral da Ordem dos Advogados e membro do Conselho Superior do Ministério Público.

No Benfica, João Correia entrou em 1993, ano marcado pelas polémicas transferências depois de rescisões unilaterais de Paulo Sousa e Pacheco para o Sporting (entre outros jogadores que foram também cobiçados, nomeadamente João Vieira Pinto), e ficou até 2021, estando envolvido em vários processos mediáticos com ligação ao clube com vitórias marcantes como aconteceu no caso dos emails. “Contribuiu para o reforço do departamento jurídico do clube em momentos de grande exigência. Especialista em Direito do Desporto e com larga experiência em contencioso e arbitragem, alia conhecimento técnico à capacidade de representar e defender os interesses do Benfica em todos os contextos”, assinala a lista de Luís Filipe Vieira.

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Ao longo desse período, João Correia trabalhou com cinco presidentes, Jorge de Brito, Manuel Damásio, João Vale e Azevedo, Manuel Vilarinho e Luís Filipe Vieira, perdendo alguma influência de poder no clube a partir do momento em que, no ano de 2018, o Benfica decidiu contratar uma equipa com João Medeiros, Rui Patrício e Paulo Saragoça da Matta para defender o clube da Luz nos processos com maior mediatismo. Em paralelo, João Correia foi também o primeiro advogado de Vieira no início da operação Lex. “A proposta de renovação que me foi apresentada continha cláusula ilegais, inúteis e vexatórias. Existem incompatibilidades com o atual Conselho de Administração da SAD, à exceção do presidente, Luís Filipe Vieira”, apontou o advogado, sócio 10.257, ao Record em 2021, quando foi confirmada a saída do Benfica.

“João Correia é um benfiquista com provas dadas na sua vida profissional e na sua ligação ao clube. Com ele na presidência da Assembleia Geral, o Benfica terá a garantia de experiência, rigor e independência. Há poucos sócios tão qualificados como o João Correia para exercer um cargo como este”, frisa Luís Filipe Vieira, que esta semana apresentara os dois primeiros vices candidatos à Direção: João Antunes, que ficará com os pelouros de Sócios, Expansão e Internacionalização, e Bruno Batista, de Marca, Comercial e Comunicação.