As sondagens não têm sido propriamente as mais motivadoras, a reação após a intervenção que teve à tarde na Assembleia Geral do Benfica de sábado também não foi a melhor mas nem por isso Cristóvão Carvalho, um dos seis candidatos à liderança dos encarnados, perde a confiança num bom resultado. Assim, e numa semana onde tem previstas passagens por várias Casas do clube no sul do país (Albufeira, Castro Verde, Elvas, Campo Maior, Reguengos de Monsaraz, Évora e Santiago do Cacém), o advogado continua a divulgar mais alguns pontos da candidatura, neste caso os principais pontos que defende no Programa Eleitoral.

Um dia, dois chumbos, vários momentos de tensão e 28 dias até às eleições que prometem ser longos: o resumo das AG do Benfica

“O Sport Lisboa e Benfica é, pela sua história, dimensão e paixão, um clube destinado a liderar. A candidatura de Cristóvão Carvalho à Presidência assenta na ambição desportiva de recuperar a hegemonia natural do Benfica em Portugal e reposicionar o clube como uma referência mundial no desporto”, começa por dizer na apresentação do programa, dando o mote para esse crescimento desportivo.

“Queremos um Benfica vencedor em Portugal e respeitado internacionalmente, honrando o passado glorioso e projetando um futuro ainda maior. Os grandes objetivos desportivos, entre 2025 e 2027, no que se refere ao futebol masculino será vencer três em cada quatro Campeonatos Nacionais (75% dos títulos domésticos) e conquistar três títulos europeus nas próximas 12 épocas; já em relação ao Futebol Feminino o foco passa por vencer oito em cada dez Campeonatos Nacionais, alcançar os quartos de final da Liga dos Campeões regularmente e conquistar 100% dos troféus nacionais nos próximos cinco anos. Por último, no caso das modalidades: nas cinco principais modalidades coletivas, vencer três em cada cinco títulos no masculinos e quatro em cada cinco no femininos, além de conquistar 50% dos títulos nacionais em modalidades individuais e amadoras”, detalhou Cristóvão Carvalho em termos de objetivos.

“O projeto para o futebol masculino assenta em princípios de profissionalismo, meritocracia e valorização da formação. Entre as principais medidas destacam-se: nomeação de um diretor desportivo dedicado à implementação da estratégia definida; garantir que 25% do plantel (pelo menos quatro titulares) seja formado no Seixal; reter os principais talentos durante, no mínimo, quatro anos na equipa principal antes de qualquer transferência; reforçar o plantel com contratações criteriosas, equilibrando experiência e potencial, com valorização média de 100% do custo de aquisição; implementar um processo de contratação transparente, com pareceres técnicos acessíveis aos Sócios”, salienta.

“O crescimento e afirmação internacional do futebol feminino são prioridades estratégicas. As linhas de ação incluem: manutenção e reforço da hegemonia nacional, consolidando o domínio interno; retenção das melhores jogadoras de topo, garantindo competitividade europeia sustentada; melhoria das condições de treino e desenvolvimento de todas as camadas jovens femininas”, acrescenta sobre o futebol feminino.

Em paralelo, e na parta da estrutura multi-clube, Cristóvão Carvalho defende medidas como participações maioritárias em clubes da Europa e da América Latina “com o objetivo de expandir a marca e o modelo de formação do Benfica, a candidatura propõe a criação de uma rede internacional de clubes”. “Participações maioritárias em clubes da Europa e América Latina, expansão da rede de scouting e acesso preferencial a jovens talentos; implementação de uma metodologia Benfica global, permitindo que atletas evoluam em diferentes contextos competitivos antes da integração na equipa principal”, refere o advogado.

“Nas modalidades, reforçando a tradição eclética, a visão para as modalidades do clube passa por: consolidação do Benfica como potência multidesportiva; construção de um complexo desportivo de alto rendimento, integrando treino, competição e espaços para adeptos; prioridade à formação interna, com contratações externas apenas quando a competitividade assim o exigir”, acrescenta.

“O Benfica tem de voltar a ser o clube que dita as regras em Portugal e que impõe respeito na Europa. A nossa estratégia assenta em profissionalismo, transparência e ambição: formar, reter e valorizar os nossos talentos, reforçar com critério e projetar o Benfica para um patamar mundial. Queremos um Benfica que vença sempre, que honre o seu passado e construa um futuro de glória”, conclui sobre o programa.

“É fundamental chegarmos ao maior número de benfiquistas. Somos demasiado grandes para nos cingirmos às grandes cidades. É fora dos principais centros urbanos que ouvimos histórias de amor ao clube, extraordinárias e emotivas, e que merecem ser muito mais destacadas do que a lutas indignas que se têm verificado nos últimos dias e que apenas desmerecem o Benfica. Assim, mais uma vez, com todo o prazer, e porque é isso que me move, irei apresentar o meu Programa Eleitoral, responder às questões dos sócios e desfrutar de extraordinários momentos de benfiquismo”, explica sobre as visitas às Casas.

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