No dia 7 de abril, também em Alvalade, Gyökeres abriu o marcador à passagem do quarto de hora inicial e Afonso Patrão deu o empate ao Sp. Braga aos 87 minutos. Este domingo, novamente em Alvalade, Luis Suárez marcou ainda dentro dos primeiros 20 minutos e Rodrigo Zalazar fez o golo da igualdade já nos descontos. Seis meses depois, de forma muito semelhante, o Sporting voltou a empatar em casa com os minhotos. 

A mão de Hjulmand boicotou os serviços mínimos em dia de greve (a crónica do Sporting-Sp. Braga)

Com uma exibição abaixo dos níveis já apresentados, os leões desperdiçaram dois pontos — e logo em dia de Clássico no Dragão, correndo o risco de ficar mais longe da liderança do FC Porto em caso de vitória dos dragões ou de ser ultrapassado pelo Benfica em caso de vitória dos encarnados. Mais do que isso, a equipa de Rui Borges voltou a não conseguir vencer e ser superior a um adversário mais exigente, perdendo ou empatando todos os jogos mais difíceis da temporada: perdeu com o Benfica na Supertaça, com o FC Porto no Campeonato, com o Nápoles na Liga dos Campeões e agora empatou com o Sp. Braga.

Depois do apito final, Rui Borges recusou a ideia de que os pontos foram perdidos por “facilitismo”. “Não penso que seja facilitismo. Andámos com dúvidas nas marcações, o Sp. Braga mete muita gente numa primeira parte da construção, os centrais deles começaram a abrir na largura, ficámos com dúvidas. Deixámos o Sp. Braga ganhar confiança. Na segunda parte melhorámos nessa chegada ao homem, o Sp. Braga tem uma oportunidade, que deu numa defesa do Rui, mas crescemos. Tivemos oportunidades para marcar e acabámos por ser penalizados por um lance no final”, explicou o treinador leonino, que somou dois jogos sem vencer pela primeira vez esta temporada.

“A reação aconteceu. Quando entrou o Fotis [Ioannidis], o Alisson, criámos situações de um para um. As coisas podiam ter terminado de outra forma, mas acabou num lance específico do jogo, em que fomos penalizados, como aconteceu na época passada precisamente com o Sp. Braga”, adiantou, analisando depois o facto de o Sporting ainda não ter conseguido vencer nenhum dos jogos mais exigentes.

“Na época passada não perdi nenhum jogo grande. Todos os jogos são difíceis, é por onde quiserem pegar. É tudo relativo, importa é ganhar, perceber que devíamos ter tido outra energia em momentos do jogo, que não tivemos. Percebemos depois de sofrer o golo que houve malta que ganhou mais energia. A energia tem de estar desde o início, os jogos são muito competitivos e para ganhar temos de lutar desde o início. Jogámos contra uma equipa muito competente”, atirou, garantindo que a pausa para os compromissos das seleções nacionais vai servir “para respirar um pouco”.

Já Rui Silva, que representou a equipa na zona de entrevistas rápidas, não escondeu que foi “um pouco ingrato sofrer um golo a acabar”. “A equipa entrou muito bem no jogo e conseguimos fazer o 1-0. Tivemos oportunidades para fazer o segundo golo. O ano passado aconteceu-nos curiosamente a mesma coisa contra este adversário. Temos de pensar no que aí vem”, começou por dizer o guarda-redes.

“Temos de dar os parabéns ao Sp. Braga. Têm uma excelente equipa e jogam muito bem à bola. A verdade é que foi um jogo igualado. Uma equipa que joga muito homem a homem e são fortes. Houve momentos em que não conseguimos ter bola mas entramos muito bem no jogo. Infelizmente não conseguimos ampliar a vantagem e se calhar daria outro conforto à equipa”, acrescentou, comentando ainda a própria má abordagem ao lance que deu o segundo golo do Nápoles durante a semana. “Os erros fazem parte da aprendizagem e dos crescimento, por isso se calhar ainda vou errar mais daqui para frente. O importante é como reagimos ao erro. Depois disso o foco tem de ser o jogo seguinte e tentar dar a melhor resposta”, terminou.