Todos apontavam na semana passada para a possibilidade de Luís Godinho dirigir o primeiro clássico da época entre FC Porto e Benfica, todos ficaram a saber durante a semana que a escolha iria recair em Miguel Nogueira, árbitro de 31 anos nascido em Braga mas pertencente à Associação de Futebol de Lisboa que iria assim arbitrar pela primeira vez um encontro entre grandes na carreira tal como já tinha acontecido antes em Alvalade quando João Gonçalves foi a aposta do Conselho de Arbitragem para o Sporting-FC Porto.
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A dirigir encontros da Primeira Liga desde outubro de 2020, Miguel Nogueira, internacional desde 2023, não teria um jogo fácil por todo o ambiente que se vivia no Dragão e pela importância da partida mas, no final, acabou por ter como “elogio” o facto de não haver qualquer referência à arbitragem por parte de todos os jogadores e treinadores que foram passando pela zona de entrevistas rápidas e pela própria conferência de imprensa. Ainda assim, e em campo, houve três lances nas áreas que motivaram na altura protestos.
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O primeiro teve como protagonistas Gabri Veiga e Enzo Barrenechea na área do Benfica, com o espanhol a ficar caído na área a queixar-se um toque do argentino na zona da coxa que Miguel Nogueira mandou seguir depois de um pequeno compasso de espera para confirmar com o VAR, Bruno Esteves. Já na segunda parte, foram os jogadores encarnados que ficaram a pedir um penálti por mão na área portista de Kiwior depois de uma bola parada, sem qualquer indicação por parte do árbitro. Por fim, houve ainda um lance em que Deniz Gül foi puxado na área por António Silva, com mais um compasso de espera para perceber com o VAR se a intensidade desse agarrão tinha sido suficiente para provocar a queda – e, mais uma vez, deixou seguir.
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Além desses lances mais “mediáticos”, Miguel Nogueira exibiu por oito vezes o cartão amarelo, três já em período de descontos numa confusão junto à linha de fundo que envolveu Dedic, Francisco Moura e Borja Sainz. Richard Ríos foi o primeiro admoestado em cima do intervalo por ter levantado demasiado o pé numa disputa de bola com Gabri Veiga, seguindo-se depois no segundo tempo os amarelos a Bednarek, Pepê, Alan Varela e Pablo Rosario. O clássico terminou sem qualquer expulsão em campo e nos bancos.