A Sonae lucrou, nos primeiros nove meses do ano, 200 milhões de euros, um crescimento homólogo de 37,6%. A empresa de distribuição, liderada por Cláudia Azevedo, aponta como justificação para este desempenho a melhoria operacional e a redução dos custos financeiros pela diminuição da dívida e menores juros.
O volume de negócios superou, em nove meses, os oito mil milhões de euros. Ficou nos 8,2 mil milhões, um crescimento de 17,2%.
“Este trimestre volta a demonstrar a capacidade da Sonae para crescer com disciplina e propósito, enquanto grupo diversificado de empresas líderes. Após integrarmos, de forma bem-sucedida, novos negócios e consolidarmos parcerias, começamos agora a beneficiar de um portefólio mais forte e coeso”, indica a presidente executiva do grupo, citada em comunicado.
O principal negócio da Sonae, o do retalho alimentar, que é operado através da MC (onde a Sonae detém 75%, mas o qual consolida integralmente), realizou um volume de negócios de 6,4 mil milhões de euros, mais 19,2% que no ano passado, em igual período. Só no terceiro trimestre o volume de negócios foi de 2,3 mil milhões.
A empresa garante que manteve “os seus ganhos de quota de mercado”. A MC tem também a área da saúde, onde a empresa opera as insígnias Wells e Druni.
No caso da Worten, o volume de negócios cresceu 7,5% para mil milhões de euros. A Sonae ainda detém cerca de 80% da Musti que faturou, em nove meses, 369 milhões, mais 14,3%.
O grupo Sonae consolida ainda 100% da Sierra, dos centros comerciais, e da Nos (37,4%).
O EBITDA (resultados antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) atingiu os 861 milhões de euros, mais 21,8% do que em igual período do ano passado, colocando a margem EBITDA nos 0,5%.