Três anos depois, o destino voltou a colocar o Twente no radar do Benfica. Na altura, as águias, comandadas por Filipa Patão venceram nos Países Baixos (2-1) e carimbaram o apuramento para a segunda eliminatória da Liga dos Campeões feminina, já depois, no ano antes, terem eliminado as neerlandesas a duas mãos, empatando fora de portas (1-1) e goleando no Benfica Campus (4-0). Agora o cenário era outro. As inspiradoras estavam na fase de liga e procuravam chegar pela segunda à fase a eliminar da principal prova europeia. Contudo, um arranque em falso, com duas derrotas, aumentou a importância desta receção ao Twente, agora no Estádio da Luz, em que só a vitória interessava.
Sem qualquer ponto somado, depois de perder em casa da Juventus (1-2) e na receção ao Arsenal (1-2), a equipa de Ivan Baptista tinha pela frente um embate parcialmente decisivo frente ao campeão dos Países Baixos, que tinha pontuado na receção ao Chelsea (1-1). Para este jogo, o jovem treinador encarnado continuava privado das lesionadas Andrea Falcón, Ana Borges, Marta Salvador e Andreia Norton, numa lista a que se juntou, nos últimos dias, Diana Silva, que foi submetida a uma cirurgia e deverá estar de fora cerca de dois meses.
“Estamos a chegar a um ponto intermédio da fase de liga. Passaram-se dois jogos, com duas boas exibições, mas a verdade é que não conseguimos aquilo que mais queríamos, que era pontuar. Há muitas as equipas que, nesta fase de liga, ainda não pontuaram. É uma fase precoce. Sabemos que neste espaço de dez dias, ou seja, a contar desde o dia em que começámos a preparar o jogo com o Twente até ao jogo com o Paris FC, muito se vai decidir nesta fase de liga. São duas jornadas importantíssimas para nós e para todas as equipas que estão envolvidas. Vamos tentar, neste segundo jogo em casa, conseguir finalmente pontuar, conseguir finalmente o nosso objetivo que vai passar por vencer o jogo, mas vamos encontrar uma equipa muito forte. É uma equipa que teve duas boas exibições nos primeiros dois jogos. Se as condições forem aquelas que estão previstas, vai afetar o espectáculo. Agora se vai ser uma equipa mais beneficiada ou outra, creio que não”, assumiu Baptista.
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Assim, Ivan Baptista voltou a conceder a titularidade a Cristina Martín-Prieto, que foi a grande novidade no onze do Benfica, atuando a par de Lúcia Alves, Caroline Moller e Chandra Davidson no ataque. O meio-campo pertenceu a Beatriz Cameirão e Anna Gasper, ao passo que as defesa foram Marit Lund, Diana Gomes, Christy Ucheibe e Catarina Amado, com Lena Pauels na baliza. No Twente, Corina Dekker, que viajou até Lisboa na máxima força, lançou Sophie Proost, Jaimy Ravensbergen e Charlotte Hulst no ataque.
As inspiradoras entraram com tudo na partida e, nos segundos iniciais, Lúcia chegou ao golo inaugural, mas o lance acabou anulado por um fora de jogo milimétrico de Martín-Prieto (1′). As águias deram seguimento ao sufoco inicial e colecionaram mais uma ocasião logo a seguir, com Moller a rematar por cima (4′). Pouco depois, Amado cruzou para a área e, nas alturas, Martín-Prieto cabeceou a rasar a trave da baliza de Diede Lemey (15′). Com o aproximar do intervalo, o Twente começou a crescer na partida e quase chegou ao golo num remate de Ravensbergen, que Pauels defendeu (33′). Nessa altura, Lúcia viu o amarelo e vai falhar a visita ao Paris FC, na próxima semana. Apesar das incidências, o nulo persistia ao intervalo (0-0).
Golo limpo anulado, até na Champions… Projeção no solo claramente mal feita, a utilizar o braço e bem abaixo dos apoios o que avança artificalmente a posição da Prieto. pic.twitter.com/JAjdgMhjMH
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Na segunda parte, Carolina Amado voltou a colocar uma bola na área, para Caroline Moller cabecear em boa posição, mas o esférico saiu ao lado (53′). Já com Nycole Raysla no lugar da dinamarquesa, Lúcia Alves encontrou Cristina Martín-Prieto na profundidade, a avançada recebeu, conduziu para o meio, deixou uma defesa pelo caminho e, à entrada da área, desferiu um grande remate ao ângulo superior direito (62′). Ainda assim, a vantagem encarnada durou pouco tempo, com Leonie Vliek a cruzar atrasado e Lynn Groenewegen a empatar com um chapéu a Lena Pauels (69′). Ivan Baptista respondeu com as entradas das “meninas” Carolina Tristão e Lara Martins, mas as neerlandesas voltaram a criar perigo, com Vliek a arrancar pela direita e a atirar ao poste, depois de Christy Ucheibe e Pauels desviarem (77′). No canto, Groenewegen ficou a centímetros do golo (78′).
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Para a reta final, Baptista colocou Rakel Engesvik e Carissa Boeckmann e, na sequência de um canto, a noruega desferiu um remate perigoso dentro da área que passou a rasar o poste (81′). Na resposta, Rose Ivens atirou para defesa de Pauels (81′). Essa acabou por ser a última oportunidade de um jogo que acabou empatado e que permitiu ao Benfica somar o primeiro ponto nesta fase de liga, que o coloca no 15.º lugar (1-1).