Foi há praticamente um ano que a Aston Martin anunciou o ingresso de Adrian Newey, que deixou a Red Bull depois de ter estado quase 20 anos na estrutura de Milton Keynes. Newey manteve-se, assim, na Fórmula 1, tornando-se acionista e diretor-técnico da scuderia que está sediada em Silverstone. O engenheiro mais vitorioso de todos os tempos está agora a trabalhar com Fernando Alonso, antigo bicampeão do mundo, e Lance Stroll, que tem como driver coach o português Nuno Pinto. Na chegada à Aston Martin, o dirigente de 66 anos optou por fazer mudanças regulamentares, algo que acabou por melhor a prestação dos seus pilotos e da equipa como um todo.

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Numa Fórmula 1 cada vez mais diferente e em que as mudanças acontecem todos os anos, o tempo parece não ter passado por Adrian Newey, que continua a mostrar sem uma grande mais-valia no paddock. Segundo uma reportagem do jornal Marca, que esteve no Campus Tecnológico de Silverstone, Newey continua a desenhar e a trabalhar no futuro na nova equipa. “A minha mulher diz que nos últimos meses estou em estado de transe do desenho, e eu entendo o que ela quer dizer. Não vejo além do meu umbigo. Estou totalmente concentrado na tarefa que tenho em mãos, dadas as datas-limite, e sou bastante egocêntrico. Mas tudo se resume à equipa e ao trabalho. Não quero sobrecarregá-los, quero que façam perguntas e sabemos que haverá contratempos”, explicou.

“Estamos em transformação e crescemos rapidamente. Estamos a consolidar-nos após crescermos. Queremos que se adaptem, mas não acho que a satisfação seja diferente de trabalhar juntos para avançarmos. Se conseguirmos isso em 2026, será o primeiro passo. E se sentirmos que estamos a fazer o melhor trabalho e isso nos dá satisfação, isso será a grandeza. Estamos sob pressão para cumprir os prazos de entrega das principais peças do carro: caixa de velocidades, chassis e suspensão dianteira e traseira. Dedico mais tempo do que deveria. Estou 50% focado no design, no CFD [desenvolvimento computacional de fluxos] e na dinâmica dos fluxos, e quero criar um conceito que nos satisfaça a todos”, completou.

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Como habitual nesta fase da temporada, a equipa já se encontra a preparar a próxima temporada, com a preparação a começar bem antes do Grande Prémio da Austrália, que está marcado para 8 de março, já que os testes à porta fechada decorrerão em Montmeló e no Bahrein. “Quando tinha 12 anos, o meu pai ofereceu-me um Lotus em miniatura. Foi aí que aprendi como funcionava uma suspensão, como funciona um carro, e fiquei fascinado. A partir daí, os meus estudos centraram-se em querer ser engenheiro de motores. Vivemos num ambiente com pressão, competitivo, e temos de encontrar o equilíbrio. Há coisas que vão correr bem, mas pode ser que tenhas de tomar um rumo diferente e ter de reagir rapidamente. Tens de saber dizer ‘não’ quando não estás a ir na direção certa e ser capaz de seguir outro caminho. A essência da Fórmula 1 é saber conceber, reagir rapidamente e ser autocrítico. Com um ponto-chave no piloto, porque é a única mensagem que o engenheiro tem sobre como o carro se comporta”, concluiu Newey à publicação espanhola.

Ao longo da sua carreira, Adrian Newey acumulou 12 títulos de construtores e 14 Campeonatos de piloto vencidos, totalizando 223 vitórias entre Williams, McLaren e Red Bull. O próximo plano é juntar a Aston Martin a esta lista.