Portugal registou entre as 00h00 de quinta-feira e as 7h00 desta sexta-feira 2.212 ocorrências, que consistiram, essencialmente, em quedas de árvores, inundações e limpeza de vias, sendo 59% inundações, segundo o comando da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
A mesma fonte informou que foram empregados 7.012 operacionais e 2.622 meios terrestres, com maior incidência nas áreas metropolitanas de Lisboa e Setúbal, na região do Algarve e no distrito de Leiria, mas também em Coimbra e Santarém, nestes em menor escala.
Em declarações à Rádio Observador, o comandante José Rodrigues, oficial de operações da Proteção Civil, adiantou ainda que em relação à última noite, entre as 00h00 e as 7h00, foi registado “um total de 29 ocorrências”, mas sem vítimas a lamentar.
“Não há registo de feridos neste espaço temporal das 00h00 até às 7h00. Como disse, 29 ocorrências, sendo que maioritariamente estamos a falar de quedas de árvores. Anteriormente, estávamos a falar de precipitação, com muita situação de inundações; esta noite foram mais situações de quedas de árvores devido ao forte vento”, afirmou.
Segundo o responsável da ANEPC, com base na informação transmitida pelo IPMA, irá manter-se “a situação de chuva, com vento”, sublinhando “a deslocação da depressão Cláudia para a zona mais a sul de Portugal” e uma concentração maior de ocorrências no Algarve. “É para continuar esta precipitação, vento forte e agitação marítima até ao fim de semana“, referiu, admitindo ainda a existência de estradas cortadas, mas remetendo esses dados para a GNR.
Os distritos Setúbal e Faro mantêm-se esta sexta-feira sob aviso laranja devido à chuva forte, o segundo mais grave, devido à passagem da depressão Cláudia.