Os registos atuais do Sporting na Taça de Portugal são impressionantes. Os leões conquistaram a competição na temporada passada, estiveram nas últimas duas finais, levam nove vitórias consecutivas, sofreram apenas uma derrota nos últimos 16 jogos e, olhando apenas para os encontros em Alvalade, só perderam uma vez em 40. Este sábado, portanto, não foi exceção.

Trincão, o produto de marca que vale a pena até em dia de poupança (a crónica do Sporting-Marinhense)

O Sporting venceu o Marinhense, que atua no Campeonato de Portugal, e passou aos oitavos de final da Taça de Portugal com clara tranquilidade e depois do susto em Paços de Ferreira na ronda anterior. Rui Borges poupou, juntando as lesões, os castigos e a gestão de Hjulmand às titularidades de Ricardo Mangas, Kochorashvili ou Rodrigo Ribeiro, com Salvador Blopa a evidenciar-se novamente com uma assistência depois dos dois golos marcados ao Alverca na Taça da Liga.

Depois do apito final, o treinador leonino estava naturalmente satisfeito com a prestação da equipa. “A equipa cumpriu. Foi um jogo dentro das características, sabíamos que íamos ter várias oportunidades. Bateram-se muito bem, temos de dar mérito, muito bem organizados. Dentro do que pedimos, a equipa foi séria, dinâmica. Não houve ninguém abaixo da expectativa. Mesmo a malta que entrou deixou-me feliz”, começou por dizer.

“Nos primeiros lances tínhamos de ter aparecido com mais gente na área. Com uma equipa com um bloco baixo era natural que houvesse muitos cruzamentos, o Blopa dava-nos isso. Sabíamos o que o miúdo podia dar. Tínhamos de chegar com mais gente. Faltava-nos acreditar um bocadinho mais, de resto a equipa estava dinâmica. Tentámos sempre ser dinâmicos. Estava contente com aquilo que a equipa estava a produzir”, explicou.

Mais à frente, o treinador leonino abordou desde logo a visita ao Club Brugge, para a Liga dos Campeões, a meio da semana. “Quem não consegue dar resposta com o Marinhense não pode dar com o Brugge. Não falámos sequer disso. Estamos dentro de uma eliminatória, queríamos muito passar e lutar para manter o título que temos do nosso lado. Já estive do outro lado, sei o quanto crescemos. Sabíamos que não tinham tanta qualidade, temos de ser honestos, mas estão ali 11 rapazes que vão correr muito. Mérito nosso e do adversário”, concluiu.

Já Trincão, que foi o único titular indiscutível a manter-se no onze inicial e respondeu com dois golos, defendeu que foi “um bom jogo”. “Criámos bastante e conseguimos fazer três golos. Podiam ter sido mais. Acima de tudo estamos felizes pela vitória. O golo era uma questão de tempo. Temos de criar oportunidade e depois os golos aparecem. Foi aos 30′, podia ter sido antes. Temos de estar focados em cumprir a nossa tarefa e depois as coisas aparecem naturalmente”, atirou, acrescentando depois que a equipa não estava já a pensar no jogo de quarta-feira contra o Club Brugge.

“Não acho muito isso… Temos de estar todos preparados para jogar. A época é longa e tem muitos jogos. Temos de estar todos preparados para este tipo de jogos na Taça ou na Liga dos Campeões. Todos têm de ter ritmo para ajudar e ganhar jogos”, acrescentou.