O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, disse esta quarta-feira que a Madeira vive o “melhor ciclo de todos os tempos” em matéria de emprego, com uma redução de 75,6% do desemprego face aos dados de 2015.

O mercado de trabalho atravessa, na nossa Região, um pico sem paralelo, com mais de 132 mil pessoas empregadas, correspondendo ao melhor registo de sempre“, afirmou Miguel Albuquerque na abertura do debate mensal na Assembleia Legislativa da Madeira, no Funchal, subordinado ao tema do emprego.

O chefe do executivo madeirense (PSD/CDS-PP) recordou que, em março de 2015, mês anterior ao início da sua governação, o número de desempregados era de 22.534 e salientou que, nesta matéria, a Madeira está “no melhor ciclo de todos os tempos”, porque há 10 trimestres consecutivos que o número de pessoas empregadas está “sempre acima das 120 mil”.

O líder insular acrescentou que estão inscritos no Centro de Emprego atualmente 5.500 cidadãos, o que representa uma “redução de 75,6% do desemprego registado na Região” em comparação com os dados de 2015.

Apontou que, em outubro deste ano, havia registo de 5.507 desempregados”, valores que “obrigam a recuar até 2003 para encontrar algo semelhante”.

Miguel Albuquerque argumentou que este “desemprego historicamente baixo” resulta do turismo mais qualificado e diversificado, da economia digital, das energias renováveis, da logística, da atração de investimento e da nova fiscalidade competitiva, em especial para os concelhos do norte da ilha da Madeira e para o Porto Santo.

Também apontou que, este ano, a Madeira vai atingir, pela primeira vez, um Produto Interno Bruto (PIB) superior a 8.000 milhões de euros, o que representa “um aumento da criação de riqueza de 89,4% em 10 anos, e que fixa o PIB per capita da região nos 108,9% face à média nacional e nos 88,9% em relação à União Europeia”, perspetivando que, em 2026, este atinja os 8.462 milhões de euros.

O governante considerou, assim, que “estão reunidas as condições para o bom desempenho do mercado de trabalho” no arquipélago, defendendo que o caminho é manter a confiança económica geradora de riqueza, o investimento e a incorporação de inovação e tecnologia e o contexto de baixa fiscalidade e de redução da dívida pública.

Albuquerque adiantou que, no Orçamento Regional para 2026, o governo insular vai efetuar “uma nova e relevante atualização do salário mínimo”, acrescentando que o objetivo é “aumentar a diferença entre o salário mínimo regional e o salário médio na Madeira”.

O líder madeirense rejeitou, por outro lado, as críticas aos programas ocupacionais de pessoas sem emprego, vincando que “são instrumentos de transição, e não de cosmética estatística” e realçou a importância do empreendedorismo.

“Desde 2015, o IEM [Instituto de Emprego da Madeira] aprovou 585 projetos, criando 981 empregos, num investimento de 10,5 milhões de euros”, informou.

Entre os programas desenvolvidos referiu ainda o 100 Diferenças, que, desde o final de 2022, já garantiu 100 integrações de pessoas com deficiência e incapacidade.

Miguel Albuquerque enfatizou que, entre agosto de 2024 e agosto de 2025, o número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção caiu 19,2%, considerando que “o número de famílias beneficiárias diminuiu de 3.370 para 1.791”.

“O Governo Regional continuará a promover o diálogo social, a reforçar políticas de qualificação, apoiar empreendedores, incentivar a contratação, modernizar a economia e assegurar que ninguém fica para trás”, concluiu.