A economia portuguesa acelerou e cresceu no terceiro trimestre 2,4% em termos homólogos e 0,8% em cadeia, confirmou esta sexta-feira o INE, mantendo os valores divulgados na primeira leitura.
A evolução homóloga confirma que a economia acelerou, face ao trimestre anterior, mas o INE indica que, em termos homólogos, a procura interna desacelerou face ao segundo trimestre. Neste período tinha aumentado em termos homólogos 4% e agora ficou-se por um crescimento homólogo de 3,6%. No entanto, dentro desta componente, o consumo privado acelerou para 4% (face a 3,6% no segundo trimestre) assim como o consumo público. Mas o investimento desacelerou, ao registar um crescimento homólogo de 4%, o que compara com um crescimento homólogo de 7% no segundo trimestre.
Para o consumo das famílias, as despesas em bens duradouros aceleraram de 8,2% para 9,7%, enquanto os bens não duradouros e serviços aceleraram de 3,2% para 3,4%.
Ainda assim, para o aumento do PIB em cadeia, de 0,8%, o INE já vê crescimento mais intenso do investimento. Identifica a procura interna como o principal impulsionador, em especial por via do consumo privado e do investimento. O INE fala mesmo em “crescimentos mais intensos do consumo privado e do investimento”. É que na componente externa o empurrão foi no sentido descendente. “O contributo da procura externa líquida para a taxa de variação em cadeia do PIB passou de -0,3 pontos percentuais para -0.6 pontos, refletindo o crescimento mais intenso das importações de bens e serviços, que mais do que compensou o aumento das exportações de bens e serviços”.
A procura interna, na evolução em cadeia, subiu 1,4%, acelerando face aos 0,9% do segundo trimestre. Impulsionada sobretudo pelo consumo interno, ainda que o investimento, na evolução em cadeia, já tenha acelerado (3,3% no terceiro trimestre face aos 2,3% do segundo). Nas despesas das famílias, a evolução em cadeia mostra também uma aceleração quer nos bens duradouros quer nos não duradouros e serviços.
Foi no terceiro trimestre que as novas tabelas de retenção na fonte entraram em vigor, levando a que os portugueses ficassem com mais dinheiro dos salários no bolso, já que não retiveram tanto.
Quando o INE divulgou a primeira estimativa para a evolução do PIB o Governo admitiu ser possível atingir um crescimento anual de 2%.