Das seis mil aeronaves Airbus que tiveram de ser submetidas a intervenções, na deteção de um problema no software de controlo de voo, a maior parte já estará operacional. De acordo com a Airbus, serão menos de 100 os aparelhos que estarão em terra.
“Estamos a trabalhar” com as companhias aéreas na modificação “de menos de 100 aeronaves restantes, a fim de garantir que elas possam voltar ao serviço”, indica a Airbus em comunicado, no qual pede desculpas pelos desafios e atrasos causados aos passageiros.
“A companhia agradece aos clientes, autoridades e trabalhadores e a todos os relevantes stakeholders envolvidos pelo apoio na implementação das medidas e por terem entendido a decisão da Airbus de colocar a segurança acima de todas as outras considerações”.
A 28 de novembro foi emitido um AOT (Alert Operator Transmission), um alerta, para que os aparelhos da família A 320 que tivessem instalado o ELAC B L104 (elevator aileron computer, ou seja o computador responsável pela gestão dos elevadores e ailerons do avião que permitem a estabilidade do aparelho) tivessem de alterar esse software, instalando a versão anterior ELAC L103. Alguns aviões conseguiram corrigir o software em cerca de duas horas, mas alguns aparelhos tiveram de ser submetidos a intervenções mais demoradas.
A Airbus indica esta segunda-feira que serão cerca de 100 os que estão parados devido a esta falha.
A TAP garantiu no domingo que tinha concluído a atualização do software de 41 aeronaves sem qualquer tipo de “disrupção da operação e mantendo sempre a segurança de passageiros e tribulações”. E A SATA já tinha indicado no sábado — data a partir do qual os aparelhos com esse sistema não poderiam voar — que nese dia ficaria com os aparelhos atualizados. Ambas as companhias garantiram que não tinham precisado de cancelar voos.