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O grupo Mães Pela Acampada pediu esta quinta-feira ao presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, que o Mercado de Natal previsto para a Praça do Rossio seja realizado na Praça do Município, em frente aos Paços do Concelho.
Numa carta dirigida a Carlos Moedas, as Mães Pela Acampada reconhecem a importância do Mercado de Natal para a cidade, salientando que não pretendem questionar a sua realização, mas sim a localização escolhida para a sua instalação, por considerarem que “Lisboa merece viver o Natal sem perder a identidade dos seus espaços históricos”.
“O Rossio é uma das praças mais emblemáticas de Lisboa. Um espaço histórico, patrimonial e simbólico, cuja identidade deve ser preservada e valorizada. A sua centralidade, dimensão e importância enquanto espaço público exigem uma utilização equilibrada, que salvaguarde a circulação de pessoas, a fruição do espaço e a dignidade do património envolvente”, destacaram.
As Mães Pela Acampada defendem que “é possível conciliar a dinamização económica, a celebração das tradições natalícias e a preservação do património histórico, através de decisões que tenham em consideração o interesse público e a qualidade de vida de quem vive e visita Lisboa”.
Por isso, pedem a Carlos Moedas que desloque o Mercado de Natal previsto para o Rossio para a Praça do Município, que consideram “uma alternativa mais adequada” e um “espaço igualmente central e representativo da cidade”.
“Não estamos contra a Feira de Natal. Estamos a favor de uma Lisboa que saiba valorizar os seus espaços, respeitar o seu património e encontrar soluções mais equilibradas para todos”, sublinham.
Os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto a 10 de outubro e expandiram-se a Lisboa, mas já motivaram também concentrações noutras cidades.
A intervenção da PSP para dispersar as acampadas e retirar as tendas no Rossio, em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto, culminou em cargas policiais e arremesso de objetos, provocando mais de duas dezenas de feridos entre manifestantes e polícias.
Os manifestantes exigem, entre outras coisas, a reversão da nova lei do arrendamento, um travão à aquisição de habitação por parte dos fundos imobiliários e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.