A época 2025/26 tem sido negra para a Clippers Nation, aquela que é uma das bases de adeptos mais fervorosas e apaixonantes da NBA. O arranque da nova temporada está longe de ser positivo para a equipa comandada por Tyronn Lue que, nos 21 jogos realizados até ao momento no principal campeonato de basquetebol do planeta, venceu apenas cinco. Desta forma, os Los Angeles Clippers ocupam o 13.º lugar na Conferência Oeste, com o mesmo registo dos Sacramento Kings e mais duas vitórias e menos um desaire que os New Orleans Pelicans. Para além disso, os Clippers foram eliminados na fase de grupos da NBA Cup, com duas vitórias e duas derrotas, falhando o acesso à fase a eliminar.

Com apenas um triunfo nos últimos nove jogos, a equipa que realiza as suas partidas caseiras no Intuit Dome vive um cenário praticamente impensável há poucos meses, dada a qualidade de nomes no seu plantel como James Harden, Kawhi Leonard ou Chris Paul. A veterania do trio, que está longe da sua melhor versão, parece não ser suficiente para inverter a tendência, pelo que os Clippers começaram desde já a arrumar a casa, numa altura em que se tornaram públicos os alegados pagamentos que Leonard recebeu da franquia para ter um salário acima do teto salarial da NBA. Já Paul viu a sua ligação com os Clippers interrompida numa fase em que a temporada está ainda no seu primeiro terço.

“Chris já não faz parte da equipa. Vamos trabalhar com ele na próxima etapa da sua carreira. O Chris é um Clipper lendário com uma trajetória histórica. Queremos deixar algo bem claro: ninguém culpa o Chris pelo nosso baixo rendimento. Aceitamos a responsabilidade pelo nosso histórico atual. Há muitas razões pelas quais temos passado por dificuldades. Somos gratos pelo impacto que o Chris teve na franquia”, explicou Lawrence Frank, diretor-geral da equipa de Los Angeles. “Acabo de saber que me vão enviar para casa”, respondeu o jogador, numa mensagem partilhada no Instagram já durante a madrugada desta quarta-feira. A decisão foi tomada numa altura em que os Clippers vivem uma série de quatro jogos seguidos fora de casa no espaço de cinco dias.

De acordo com a ESPN, os Clippers têm três cenários possíveis para dispensar Chris Paul: anular imediatamente o contrato e pagar 3,6 milhões de dólares (cerca de 3,1 milhões de euros) em salários; entrar num acordo para um buyout (acordo de rescisão mútua); ou entrar num processo de troca, que só pode acontecer depois de 15 de dezembro. Quanto ao jogador, o base de 40 anos já estaria a planear retirar-se no final da temporada, algo que pode agora acontecer antes do previsto. Na presente temporada, Paul atuou em apenas 14,3 minutos por jogo, com médias de 2,9 pontos, 3,3 assistências e 1,8 ressaltos por partida. Na madrugada de terça-feira, Chris esteve em ação frente aos Miami Heat (fora, 140-123), onde anotou oito pontos e três assistências.

Chris Paul é o primeiro jogador da NBA a superar 20.000 pontos e 10.000 assistências

Chegado à NBA em 2005, pela porta dos Pelicans depois de ter passado pelo basquetebol universitário, através dos Wake Forest Demon Deacons, Chris Paul ingressou nos Clippers em 2011, rumando, em 2017, aos Houston Rockets. Passou por Oklahoma City Thunder, Phoenix Suns, Golden State Warriors e San Antonio Spurs até regressar a Los Angeles em 2025. Na Califórnia, o mítio CP3 estabeleceu-se com um dos grandes jogadores da franquia, tendo compartilhado, com Blake Griffin e DeAndre Jordan, a famosa Lob City. Paul é o segundo jogador de sempre da NBA na lista de assistências, batido apenas por John Stockton (15.806 contra 12.552). Já nos roubos de bola, o base tem o terceiro maior registo (2.669), atrás de Stockton (3.265) e Jason Kidd (2.684) e à frente de Michael Jordan (2.514). Nos dois registos é o maior jogador de sempre dos Clippers, franquia que levou aos playoffs em cinco ocasiões, fazendo parte da melhor classificação de sempre.