A greve geral convocada pela CGTP e a UGT para 11 de dezembro poderá custar até 792,8 milhões de euros à economia portuguesa, adianta a edição deste domingo do Jornal de Notícias.

O diário avança esse valor com base no Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal para 2024, que foi de 289,4 mil milhões de euros. Ora, só há 253 dias úteis em 2025, mas o PIB faz o cálculo para os 365 dias do ano, pelo que subtrair um dia a esse bolo total resulta num prejuízo de 792,8 milhões de euros.

No entanto, o próprio JN assume que esse valor ocorrerá no pior cenário possível, ou seja, se a greve tiver adesão total de 100% — por exemplo, se tiver uma adesão de 50%, esse custo baixa para 396,4 milhões de euros.

Outra atenuante para o prejuízo causado pela greve geral é também o quanto o Estado poderá poupar com esta interrupção, já que não precisará de pagar os salários dos funcionários públicos nem potenciais despesas decorrentes do trabalho, como eletricidade ou água.

De recordar que esta greve é a primeira paralisação das duas principais centrais sindicais desde junho de 2013, quando Portugal estava sob intervenção da ‘troika’, tendo sido motivada por um pacote laboral que o Governo da AD quer apresentar. O executivo já reformulou algumas das medidas deste pacote, mas é improvável que evite a contestação.