A ministra da Saúde garantiu esta segunda-feira que o Serviço Nacional de Saúde está preparado para responder ao aumento dos casos de gripe que se prevê para as próximas semanas e revelou que quase 2,3 milhões de pessoas estão vacinadas.
“Posso assegurar que as nossas instituições estão preparadas e articuladas, desde os hospitais e centros de saúde ao INEM, à Direção-Geral da Saúde e ao Instituto Nacional de Saúde, Dr. Ricardo Jorge, e à Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, para dar a melhor resposta possível aos portugueses, desde a prevenção até ao tratamento”, disse Ana Paula Martins.
Numa conferência de imprensa no Ministério da Saúde, em Lisboa, sobre o aumento da atividade gripal, a ministra adiantou que em Portugal, à semelhança do que tem acontecido noutros países da Europa, regista-se “uma atividade gripal crescente nas últimas semanas, já com impacto visível nas unidades de saúde”.
Segundo a ministra da Saúde, o “impacto será mais intenso nas próximas semanas”, tendo em conta que a “época gripal começou cerca de um mês mais cedo do que é habitual”, o que poderá ter risco acrescido nos grupos de maior risco, como as pessoas idosas ou doentes crónicos.
Ministra da Saúde espera impacto mínimo da greve geral
A ministra da Saúde disse ainda esperar que a greve geral de dia 11 de dezembro tenha o menor impacto possível nas situações de urgência e que conta com os profissionais de saúde.
“O que posso dizer é que esperamos que a greve impacte o menos possível nestas situações de urgência, mas é algo que não posso nem garantir nem confirmar, isso agora vai naturalmente depender do que acontecer no dia da greve geral”, afirmou.
Ana Paula Martins disse que todas as entidades negociaram os respetivos serviços mínimos.
Disse também esperar que, havendo a coincidência de a greve geral acontecer num momento de aumento de casos de gripe, os serviços de saúde façam o seu melhor.
“Nestes momentos de grande pressão dos serviços de saúde devido a estas situações, nomeadamente estas necessidades assistenciais adicionais, nós temos sempre contado com os profissionais de saúde. Essa é, se posso dizer, a minha esperança”, afirmou Ana Paula Martins.