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O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, em campanha para as legislativas de 27 de outubro, defendeu esta quarta-feira que “derrubar” o Governo iraniano é a única opção para eliminar a ameaça existencial que Teerão representa.
“Só há uma forma de eliminar esta ameaça de uma vez por todas: derrubar o regime iraniano. Foi essa a instrução que dei ao Exército, à Mossad (serviços secretos externos israelitas) e aos serviços de segurança”, afirmou Netanyahu, perante apoiantes em Dimona, no sul de Israel.
Há anos que o chefe do Governo israelita acusa Teerão de tentar obter a bomba atómica.
“O regime iraniano ainda não aprendeu a lição”, acrescentou Netanyahu, referindo-se à guerra lançada por Israel juntamente com os Estados Unidos contra o Irão, a 28 de fevereiro, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.
Segundo o primeiro-ministro israelita, o atual líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, “decidiu seguir os passos do pai”, morto no primeiro dia da guerra: “Tirou a cavilha da granada, e o Irão está a tentar, mais uma vez, desenvolver bombas mortíferas”.
“O regime iraniano está mais fraco que nunca, e consideramos que essa fraqueza pode levá-lo a adotar as medidas mais extremas, incluindo contra o Estado de Israel. Se o Irão atacar Israel, o Irão arderá!”, declarou, por sua vez, o ministro da Defesa, Israel Katz, durante uma cerimónia militar.
Na terça-feira, ao agradecer ao Presidente norte-americano, Donald Trump, o seu apoio para as eleições legislativas, numa conversa telefónica, Netanyahu declarou: “Donald, temos uma missão a concluir”, referindo-se à sua promessa eleitoral de “eliminar a ameaça iraniana”.
O tom de Netanyahu em relação ao Irão tornou-se mais severo nas últimas semanas, em paralelo com as ameaças de Trump de retomar a guerra que os dois aliados desencadearam contra a República Islâmica no final de fevereiro.
De acordo com uma notícia do diário Financial Times esta quarta-feira publicada, Netanyahu ordenou às Forças Armadas israelitas que retomassem os ataques ao Irão no início deste mês, mas Trump terá acabado por vetar o plano.
O chefe de Estado norte-americano declarou publicamente que não tinha a intenção de retomar as hostilidades contra Teerão – impopulares nos Estados Unidos devido ao seu impacto no preço do petróleo – antes das eleições intercalares no país, agendadas para 3 de novembro.