Este artigo é da responsabilidade da Salesforce

Segundo dados do mais recente State of IT Report, da Salesforce, na região EMEA (Europa, Médio Oriente e África), onde Portugal se inclui, os profissionais que utilizam IA gastam menos 20% de tempo em trabalhos de rotina, o que lhes proporciona cerca de quatro horas por semana para se dedicarem a trabalhos mais complexos.

“Hoje, os agentes de IA  estão por todo o lado. Uma verdadeira onda que, de forma poderosa, está a acrescentar valor acessível às empresas e aos seus colaboradores. Mas a questão que se coloca é: quando todos tiverem agentes, de onde virá a verdadeira e duradoura vantagem competitiva?” comenta Fernando Braz, Country Leader da Salesforce em Portugal,  indicando que quem conseguirá retirar maior valor da tecnologia em causa serão as empresas que implementam melhores ciclos de aprendizagem entre pessoas e máquinas.

De facto, a onda dos Agentes de IA não está apenas a mudar a tecnologia, mas está a mudar a forma como as empresas funcionam e são lideradas, para se tornarem Empresas Agênticas, ou seja, que integram humanos, agentes de IA, aplicações e dados, de uma forma unificada e de confiança, para desbloquearem um crescimento e inovação sem precedentes. Fernando Braz reforça que “aplicando um pensamento prospetivo para transformar a disrupção em oportunidade, inspirar a experimentação e utilizar a previsão como alavanca para ações estratégicas é essencial enquanto primeiro passo nesta nova Era dos Agentes”.

Fernando Braz, Country Leader da Salesforce em Portugal

O futuro dos Agentes de IA: Sistemas Proativos e Multiagente

O futuro da IA ​​​​não é robótico, pois a IA será integrada na equipa. “Afastemo-nos da ideia simplificada de utilizar a IA Generativa apenas como motor de busca. Ter agentes de IA verdadeiramente integrados no fluxo de trabalho de uma equipa e de uma empresa, significa implementar um modelo que garante que os humanos se mantêm no controlo de todas as ações, enquanto supervisor de alto nível que utiliza ferramentas de observabilidade baseadas em IA para definir diretrizes, garantir a ética e supervisionar o desempenho de toda a equipa digital.” reforça o responsável da empresa.

Os agentes vão deixar de ser meros executantes de tarefas para passarem a ser responsáveis ​​por resultados. Fernando Braz reforça que “vamos passar de agentes assistentes conversacionais que executam tarefas, para agentes responsáveis ​​pelos resultados, profundamente integrados no fluxo de trabalho. Em vez de dar instruções aos agentes, dar-lhes-emos objetivos. Seja para melhorar a satisfação do cliente, aumentar o pipeline de vendas ou reduzir o tempo de resolução, os agentes vão aprender dinamicamente a orquestrar processos e dados para gerar resultados”.

O que falta para que a implementação de Agentes de IA seja bem-sucedida?

O envolvimento das equipas e colaboradores será determinante para o sucesso da IA, e a sua adoção ​​ativa dependerá sempre da literacia e da confiança dos humanos nesses mesmo sistemas. “Grande parte das empresas em Portugal são de pequena e média dimensão, pelo que a adoção destes sistemas é fundamental para que possam continuar a crescer e a diferenciar-se dos seus concorrentes. É urgente que o próximo passo seja dado, e que exista uma verdadeira consciencialização da relevância desta tecnologia para as empresas nacionais”, reforça Fernando Braz.

Aproveitando os dados de utilização do Agentforce do primeiro semestre de 2025, a Salesforce chegou a partilhar que houve um aumento de 119% nos agentes criados, principalmente nas indústrias de viagens e hotelaria, comércio retalhista e serviços financeiros, e para as áreas de vendas, serviços e operações comerciais internas.

Em Portugal, 87% dos profissionais de serviços já desenvolveu novas competências e 84% afirma que as suas funções vão tornar-se mais especializadas como resultado do trabalho com ferramentas de IA. A utilização destas ferramentas tem vindo a tornar os profissionais mais otimistas em relação ao futuro das suas carreiras.

As empresas que já estão um passo à frente na utilização de inteligência artificial são as que  compreendem que a IA é uma transformação tanto humana quanto tecnológica. O sucesso não deverá vir apenas da implementação de novas ferramentas, mas dos colaboradores que se sentem ligados a um propósito, confiantes de que as suas vozes são ouvidas e apoiados para assumir riscos calculados.

“Embora a tecnologia evolua rapidamente, o essencial é capacitar as pessoas para que confiem na IA, sabendo como identificar imprecisões, como ajustar os resultados e quando intervir. A prioridade para o próximo ano é o domínio. Precisamos de eliminar as barreiras técnicas e permitir que cada colaborador se torne um piloto competente de agentes de IA.” conclui Fernando Braz.