Documentos partilhados pela imprensa sueca revelaram que a princesa Sofia da Suécia, duquesa de Värmland, surge nos ficheiros ligados à investigação do caso Epstein. Segundo a informação divulgada esta quarta-feira, a jovem Sofia Hellqvist encontrou-se com Jeffrey Epstein em várias ocasiões no início dos anos 2000, facto que foi confirmado pela Casa Real sueca.

Os documentos têm como base a troca de e-mails entre a empresária sueca Barbro Ehnbom e Epstein na qual Ehnbom partilhou fotografias da jovem Sofia, sugerindo que poderia ser interessante conhecê-la. “Ela é Sofia, uma aspirante a atriz que acabou de chegar a Nova Iorque. É a rapariga de quem te falei antes de partir, e achei que gostarias de conhecê-la. Talvez possamos visitá-la antes de partires para o Natal?”, pode ler-se no email ao qual a Dagens Nyheter teve acesso.

No entanto, Barbro Ehnbom garante agora que não teve qualquer papel na mediação entre Epstein e Sofia e que se a agora princesa esteve presente em algum dos encontros foi apenas como uma jovem entre um grupo de mulheres profissionais, muitas delas empresárias de renome. “Nada disso é verdade, mas guardo isso para mim. Não há absolutamente nenhuma novidade”, garantiu.

Fontes próximas à Casa Real sueca asseguram que, desde então, não houve qualquer tipo de contacto com Epstein e que Sofia continuou com a sua vida centrada na família e nos seus compromissos oficiais, tendo-se tornado princesa em 2015 depois do seu casamento com o príncipe Carlos Filipe.

Quanto à ausência de Sofia nos eventos previstos em Estocolmo nos últimos dias e à cerimónia de entrega do Nobel da paz esta quarta-feira em Oslo, a Vanitis dá conta de que a princesa não constava da lista de convidados da cerimónia na Noruega oficialmente devido ao nascimento da sua filha. No entanto, a bebé nasceu em fevereiro, pelo que já não se trataria de uma ausência por maternidade. Os meios de comunicação suecos suspeitam por isso que a Casa Real tinha conhecimento sobre os encontros de Sofia com Epstein, assim como o momento em que se tornariam públicos, e que por isso a princesa decidiu não marcar presença em Oslo.